Evento
01/12/2003, 14:54

Relação cinema/TV é tema de debate no V CBC

POR REDAÇÃO

O painel de abertura desta segunda, dia 1°, do V CBC, que acontece até o dia 4 em Fortaleza, no Ceará, tratou da relação entre a TV e o cinema, e as questões que surgem com o advento da TV digital.
A produtora carioca Tereza Trautman mostrou como a legislação em diversos países europeus e nos EUA promove um financiamento do cinema pela televisão, seja através de taxações ou de limites à produção verticalizada das emissoras. Em países como França ou Espanha, disse ela, cerca de 30% do dinheiro do cinema vem das televisões, e na Alemanha a lei obriga a TV a fazer co-produções. Ela lembrou que, apesar das boas audiências dos filmes brasileiros na TV, essa presença ainda é muito pequena e, como não há competição das emissoras pelos filmes (visto que não há obrigatoriedade de exibição), os preços pagos pelos direitos de exibição são muito baixos, "1% do que as redes faturam com a exibição", afirma Tereza.
Para o pesquisador Alex Patez Galvão, a produção independente pode ocupar o espaço que será a aberto com a digitalização da TV. Segundo ele, esta produção é o diferencial que pode fazer com que os novos canais tenham sucesso. Para isso, afirma que a regulamentação deve garantir a livre circulação do conteúdo pelos diferentes canais, bem como a livre circulação destes canais pelas diferentes operadoras. Ou seja, não pode haver exclusividade de conteúdo.
Segundo o diretor do núcleo de especiais da rede gaúcha RBS, Gilberto Perin, um projeto piloto implantado desde 1999, que exibe 15 a 20 minutos de programação local independente nos sábados ao meio-dia, gera um índice de 22 pontos no Ibope, com picos de 30 pontos, o que equivale a 1,2 milhão de pessoas, mais até que muitas vezes o horário nobre da emissora. Isso prova, segundo ele, a vontade que as pessoas têm de ver sua imagem refletida na programação.

Democratização

Celso Shroeder, secretário-geral da Fenaj, chamou a atenção para o foco do debate sobre TV digital ter saído da tecnologia para o modelo de exploração do serviço. Segundo ele, a volta do projeto para o Minicom e a forma como foi montada a estrutura de discussão abrem a possibilidade de uma discussão da questão com a sociedade que não havia antes.

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