Mercado
02/12/2014, 19:40

"Caixa da Mudança" marca estreia da Maria Farinha Filmes na comercialização de mídias físicas

POR LEANDRO SANFELICE

No próximo dia 10, o trio de sócios da Maria Farinha Filmes – Marcos Nisti, Estela Renner e Luana Lobo – se reunirá na Livraria da Vila, na Vila Madalena, em São Paulo, para o lançamento da “Caixa da Mudança”, com os documentários "Criança, a alma do negócio", "Muito além do peso" e "Tarja Branca – A revolução que faltava”.

O lançamento marca a estreia da produtora, conhecida por explorar meios alternativos de distribuição, na comercialização de mídias físicas. “Criança, a alma do negócio” e “Muito Além do Peso”, por exemplo, foram lançados gratuitamente no Youtube logo após deixarem as salas de cinema e antes de serem comercializados com serviços de streaming e até canais de TV. “Tarja Branca”, por sua vez, chegou antes aos meios pagos online. Contudo, segundo Luana Lobo, em breve estará disponível também em plataformas gratuitas. “Mesmo quando negociamos com meios pagos de distribuição temos muito cuidado com a questão de exclusividade para não limitar o alcance do conteúdo, que é nosso principal foco sempre”, conta ela.

Levar mensagens relevantes para o maior número de pessoas possível, explica Lobo, faz parte do modelo de negócios adotado pela produtora, registrada como empresa B pela organização sem fins lucrativos B-Lab. Essas empresas se comprometem a adotar um modelo de desenvolvimento sustentável, promovendo o bem estar social com suas atividades e adotando práticas que vão desde a compensação das emissões de carbono até a utilização de fornecedores locais e o tratamento justo dos funcionários. “Não somos como uma ONG, porque existe o objetivo de rentabilizar. Mas o objetivo principal é divulgar a mensagem”, diz. 

Para isso, a Maria Farinha Filmes busca assegurar a retenção do lucro previsto com cada projeto já na negociação com os patrocinadores. “Geralmente são entidades que tem interesse em divulgar um tema. Dessa forma, é também de interesse deles que a distribuição seja a mais ampla possível. Quando conseguimos isso, atraímos novos patrocinadores e novos projetos”, explica Lobo. Neste contexto, diz, as plataformas gratuitas como o Youtube desempenham um papel importante. “Com um dos documentários tivemos cerca de 15 mil pessoas assistindo no cinema. É um publico bom para documentário mas ainda assim muito restrito. Existia essa ideia de que não havia interesse por documentário no país. Então, de uma maneira meio kamikaze até, resolvemos adotar essas plataformas e o resultado acabou sendo muito bom”.

Com as obras atingindo um número maior de pessoas,  o interesse de meios de distribuição online pagos e até mesmo canais de TV aumenta. “Sendo um conteúdo relevante, as pessoas querem assistir, independentemente de estarem no Now, no Netflix, na TV ou no Youtube. Claro que o valor pago por uma obra que já está disponível gratuitamente é bem inferior, mas como essa não é nossa principal fonte, acaba sendo mais uma forma de ajudar a compor o orçamento”, diz a produtora.

Para garantir o funcionamento desse modelo alternativo, a Maria Farinha Filmes atua também como distribuidora de suas obras. “Chegamos a trabalhar com outras distribuidoras mas percebemos que funciona melhor quando temos esse controle. Existem muitos desafios para trabalhar com esse modelo e às vezes é preciso dizer bastante não”.

Mídia física

Segundo Lobo, a estreia no mercado de mídias físicas visa atender uma demanda dos consumidores. “Começamos a perceber uma procura grande. Mesmo que esteja disponível n o Youtube, as pessoas querem ter para guardar ou até mesmo dar de presente”. A caixa com os três documentários está disponível para venda no site da produtora e em lojas da Livraria da Vila, pelo preço de R$ 59,00.

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