Política cultural
05/05/2003, 12:48

Para CBC, normas ignoram história do cinema

POR REDAÇÃO

As medidas que vêm sendo anunciadas pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República para o emprego de verbas do governo e das estatais em projetos culturais ignora a história recente do cinema brasileiro, que vem conseguindo conciliar filmes de qualidade com apelo popular, diz Assunção Hernandes, presidente do CBC (Congresso Brasileiro de Cinema), supra-entidade que representa os produtores nacionais.
"O cinema brasileiro está em lua-de-mel com o público, conseguimos 10% do mercado, queremos chegar a 20%", conta Assunção, para quem as novas diretrizes podem romper este ciclo de crescimento, ao determinar os temas e conteúdos que poderão ser abordados nas produções.
"Trabalhamos com o novo governo desde a época da transição e defendemos sempre uma mudança no uso dessas verbas. Defendemos maior transparência nos critérios, maior controle sobre o uso, defendemos a regionalização da produção e a democratização no acesso. Achamos por exemplo, que empresas como bancos não deveriam poder investir em seus próprios projetos usando as leis de incentivo. Agora colocam uma equipe de tecnocratas que nunca trabalhou na área para determinar a política", argumenta.
Segundo ela, parece que o governo quer "inventar" tudo do zero, rompendo com o que já vem sendo feito no cinema nacional. "Corremos assim o risco de perder o que já conquistamos", diz ela.

Comentários

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

© 0-2017 Save Produções Editoriais. Todos os direitos reservados.
Top