Produção
05/11/2014, 22:36

4K já é demandado no mercado, diz diretor da Trator Filmes

POR FERNANDO LAUTERJUNG

Embora ainda não exista um mercado para escoar o conteúdo gerado em 4K, a produção nesta definição já é tida como obrigatória no mercado. Essa é a visão de Alex Miranda, diretor e fundador da Trator Filmes. “Tudo hoje é 4K, do celular à câmera profissional, indo do celular às câmeras profisionais, passando pelas GoPros”, diz. “Você tem que trabalhar com o 4K porque o seu cliente vai pedir, o seu colega vai falar, a sua equipe vai demandar”, diz.

A produtora venceu o pitching da Fifa para fazer o documentário oficial da Copa do Mundo do Brasil, captado em 4K. “O bicho de sete cabeças do 4K é um mito. Hoje há opções de câmeras desde as pequenas até a F55 (da Sony), que é um canhão”, diz Victor Lemos, responsável pela área de conteúdo e entretenimento da Trator Filmes. “É possível trabalhar de forma leve. A maior dificuldade é o armazenamento, o que é resolvido facilmente ampliando a capacidade dos servidores”, completa.

Segundo Lemos, a obra entregue à Fifa, dirigida por Alex Miranda, pela primeira vez mostra o Brasil durante a Copa, e não Copa no país. “Tivemos equipes nos estádios, trabalhando com câmeras 4K em uma parceria com a Sony. Foram mais de 200 horas de footage, geradas por oito equipes paralelas”, conta.

Segundo Miranda, o filme será finalizado e distribuído em full HD, mas o 4K deu um material bruto de melhor qualidade para a equipe trabalhar na pós-produção. “Tem muito mais profundidade, mais cores. Além disso, em alguns casos, pudemos reenquadrar a imagem sem a perda de qualidade”, conta. Para Lemos, isso também garantiu um footage “à prova de futuro”.

Negócio

O pitching foi vencido pela produtora no final de 2013. Os direitos patrimoniais da obra são da Fifa, que será responsável por fazer a distribuição do longa-metragem.

Segundo Victor Lemos, a vitrine que ajudou a produtora a ganhar a disputa foi o documentário “Pelada”, também de Alex Miranda, que havia estreado naquele ano. O longa retrata o hábito “peladeiro” do brasileiro e mostra o impacto disso na sociedade e nos jogadores que acabaram se profissionalizando.

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