TV digital
06/04/2006, 19:57

DVB volta a questionar representantes do ISDB-T

POR REDAÇÃO

A Coalizão DVB divulgou nota nesta quinta, 6, rebatendo afirmações de representante do padrão japonês de TV digital (Yasutoshi Miyoshi, da Primotech 21) publicadas por este noticiário no dia 30 de março, e cobrando do Governo brasileiro a realização de testes comparativos, o que, na opinião da Coalizão DVB, ?é a forma mais transparente e justa? de esclarecer as diferenças entre os padrões. Segundo o grupo de empresários que defende a adoção do padrão europeu, ?o padrão japonês definitivamente não permite a TV celular 100% gratuita no Brasil?, já que ?até no Japão a TV 100% gratuita depende da concessão de subsídios por parte das operadoras celulares? e ?no Brasil, visto que a receita média para 80% da população é de aproximadamente R$10,00 mensais?, esses subsídios não seriam viáveis. ?Assim sendo, cai por terra o mito encampado pelo Ministério das Comunicações, de que o padrão japonês seria o único que poderia oferecer às emissoras (e à população) um modelo de TV Digital 100% gratuito?. Além disso, dizem que a TV celular japonesa não existiria no Brasil em função da inexistência de terminais do tipo GSM/ISDB-T. ?Nesse sentido, a indústria japonesa também não ofereceu quaisquer garantias?, afirmam. E dizem ser ?uma visão simplista? o argumento de que a construção de aparelhos celulares GSM/ISDB-T seja resolvida pela simples incorporação de um chip de recepção japonês no celular GSM, visto que ão existem quaisquer atividades de padronização para implantação do interfuncionamento entre o padrão global GSM (majoritário no Brasil) e o padrão de TV digital japonês (ISDB-T) para a implantação de serviços interativos.
Quanto ao argumento do representante do padrão japonês, de que o ISDB-T teria como oferecer até 13 programas para recepção portátil dentro do mesmo canal da emissora, a Coalizão DVB diz que ?tal variante com 13 programas não existe implementada na prática? e que ?a transmissão de apenas 13 programas dentro do canal de 6MHz caracteriza desperdício do espectro radioelétrico, se comparado ao padrão DVB, que permite até 30 programas?.
Já em relação à robustez estrutural na recepção do sinal para TV celular, os europeus dizem que ?é notoriamente sabido, que a técnica do 'time interleaving' (utilizada no ISDB-T) compensa o enfraquecimento do sinal recebido apenas durante um curto espaço de tempo. Além desse ponto, o sistema perde o sincronismo. E exatamente nesse momento, a robustez do sinal acaba?.
Dizem também que o fato de a operadora celular do Japão KDDI pretender usar o padrão MediaFLO, da Qualcomm, apenas para serviços pagos de TV, conforme afirmou o representando do ISDB-T, mostra que ?o padrão ISDB-T não teria condições de permitir, simultaneamente, serviços de TV gratuita e de TV paga, restringindo a capacidade de implantar modelos de negócios a favor da população de baixa renda?, o que se daria através do uso das receitas do serviço pago para subsidiar a população de baixo poder aquisitivo.
Outra questão rebatida pela Coalizão DVB é a do consumo de baterias, dizendo que acreditam ?ter havido um equívoco na afirmação do representante do padrão japonês, de que o consumo de bateria de seu padrão é equivalente ao do padrão DVB?, já que ?o consumo do padrão japonês é estruturalmente mais alto que o do padrão DVB, uma vez que faz uso de maior quantidade de memórias e de maior uso de silício no seu 'front-end'?.

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