TV pública
06/06/2003, 12:37

Rede Nacional é sugerida durante audiência

POR REDAÇÃO

O professor da Escola de Comunicações e Artes da USP Laurindo Leal Filho afirmou, durante a audiência pública na Câmara dos Deputados que discutiu a crise da TV Cultura, que um dos grandes pontos de tensão do modelo de TV pública brasileiro é o fato do agente financiador (o Estado) não ser o mesmo agente gestor das verbas (as fundações privadas). Ressaltando que o setor de radiodifusão brasileiro sempre foi baseado nas emissoras de TV comerciais, Laurindo Leal Filho sugeriu que se crie no Brasil uma rede nacional de emissoras públicas, com um fundo de financiamento. Com isto se fortaleceriam as emissoras públicas, teriam capacidade de competir com as emissoras comerciais. Para o financiamento destas emissoras, o professor sugere a manutenção dos recursos do Estado como maior fonte, mas com receitas adicionais provenientes de apoios culturais, doações de pessoas físicas e jurídicas com devido desconto no Imposto de Renda, taxações sobre grandes consumos (por exemplo energia elétrica) e cobrança do aluguel de uso do espectro radioelétrico.
Carlos Alberto Almeida, presidente da TV Comunitária de Brasília e membro do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, apoiou a idéia de rede nacional de TV pública, mas apoiou principalmente a idéia de que se cobre das emissoras comerciais um aluguel pelo uso do espectro. Além disso, Almeida cobrou uma atitude do governo em relação à TV Cultura, lembrando uma declaração do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que afirmou que a crise da TV Globo seria tratada como uma questão de estado.

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