Cinema
09/12/2011, 17:37

Indústria nacional precisa de profissionalização, diz o distribuidor Bruno Wainer

POR ANA CAROLINA BARBOSA

Bruno Wainer, diretor da Downtown Filmes, reconhece que o cinema nacional vive um bom momento. Neste ano, sua distribuidora atingiu 7 milhões de ingressos dos aproximadamente 17 milhões que os filmes nacionais alcançaram neste ano. Duas produções, “Cilada.com” e “De Pernas para o Ar”, chegaram a 1 milhão de espectadores. Para 2012, as apostas são diversificadas, com títulos como “As Aventuras de Agamenon, o Repórter”, “Xingu” e “Gonzaga, de Pai para Filho”. É motivo para comemoração, mas não para acomodação. “O cinema brasileiro precisa vencer a barreira de lançar entre oito e dez filmes capazes de disputar 1 milhão de ingressos”, diz Wainer. Para isso, é preciso um fluxo maior e mais ágil de recursos para que distribuidores possam investir em projetos com potencial de mercado e garantir a profissionalização da indústria e a participação dos talentos artísticos nos filmes.

Wainer defende o fortalecimento da linha C do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que destina R$ 25 milhões à capitalização das distribuidoras independentes brasileiras e os critérios com base no mérito. “Temos que defender a linha C do FSA e não permitir que os critérios saiam do escopo do mérito e descambem para uma tentação de distribuição de recursos”, afirma o distribuidor. A Downtown tem 25 projetos para desenvolver e os recursos são insuficientes para todos eles. Para o distribuidor, o cinema nacional precisa ter volume para dar margem aos erros. “Uma cinematografia não pode exigir que seus projetos acertem 100%”.

 

Amadurecimento

A franquia é um segmento do cinema no qual a produtora começa a apostar. Para 2013, filmes de duas franquias devem ser lançados: “De Pernas para o Ar 2” e “Muita Calma Nessa Hora 2”. Está planejado para 2014 o lançamento de “Cilada.com 2”. Wainer destaca que as franquias e o desdobramento da produção cinematográfica em séries de televisão são atestado de amadurecimento do mercado, independentemente se o caminho é o reconhecimento que a televisão faz de um filme e o transforma em série para a sua grade, como aconteceu com “Divã” e “A Mulher Invisível”, ou se durante as filmagens para o cinema, já se produz material extra para uma série televisiva, como foi feito com “Chico Xavier”. Neste último caso, é interessante a entrada do canal de televisão na composição financeira do projeto.

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