Cinema
10/11/2014, 18:28

Compartilhar primeira janela com outras plataformas preocupa exibidores

POR LEANDRO SANFELICE

O painel “Abra a janela Exibidores! Os independentes querem a telona”, realizado durante a Expocine 2014, em São Paulo, nesta segunda, dia 10, debateu o espaço dedicado ao cinema independente nas salas do país e maneiras de melhorar a divulgação dessas obras e sua rentabilidade para o exibidor.

No evento, os palestrantes apresentaram modelos alternativos de promoção das obras independentes, com cases de “Latitudes”, “Eu Maior” e “Hoje eu Quero Voltar Sozinho”.  Com estratégias diferentes, as três obras apostaram na divulgação online e na força dos fãs em redes sociais para atrair público. Felipe Braga, diretor e roteirista de “Latitudes”, apresentou o case da obra, lançada na TV paga e na internet antes de chegar aos cinemas, com conteúdo diferenciado para cada plataforma.

Na platéia, um exibidor chegou a questionar a proposta de distribuir conteúdo online para divulgar o produto nos cinemas. O receio, explicou, é que essa estratégia volte-se contra o próprio exibidor, que perde a exclusividade da primeira janela e, em consequência disso, pode acabar com um público ainda menor. 

“A palavra chave é retroalimentação. O grande desafio que encontramos hoje é como avisar esse público que essa obra existe, que ela está disponível nos cinemas e convencê-lo a comprar ingresso para assistir esse conteúdo. Nesse sentido, acho que pode ser sim uma estratégia interessante. É importante ressaltar que o conteúdo disponibilizado em cada plataforma era diferente. O consumo é diferente em cada uma das plataformas”, explicou Braga.

Maior parte

Em outra intervenção do público, os debatedores foram questionados sobre a possibilidade de aumentar o share da receita destinado aos exibidores como solução para aumentar a distribuição das obras. Para Silvia Cruz, diretora da Vitrine Filmes, distribuidora do longa "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", a proposta pode ser considerada, mas é preciso negociação para que o conteúdo seja rentável também para os produtores. “Hoje existem outras formas de monetizar o conteúdo além do cinema. Se em troca de uma divisão diferenciada for oferecido um maior número de salas e maior destaque na divulgação, para que esse filme chegue a mais gente, pode ser considerado. É tudo uma questão de negociar”, avaliou.

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