Radiodifusão
11/09/2003, 19:12

Emissoras públicas pedem estabilidade financeira

POR RAQUEL RAMOS

Durante o ?Seminário Internacional: Comunicação e TV Pública?, realizado nesta quinta, dia 11, na Câmara dos Deputados, debateu-se o modelo de gestão da TV Pública no Brasil. A conclusão é de que não há ainda um modelo único de gestão, mas durante o debate alguns participantes apresentaram suas sugestões. Para Jorge da Cunha Lima, presidente da Abepec (Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais) e da TV Cultura, a emissora paulista tem uma estrutura jurídico-institucional correta e adequada, mas na sua opinião é preciso resolver algumas questões fundamentais, como o atraso tecnológico e o repasse de verbas, que não dá nenhuma estabilidade à emissora. ?Nós precisamos saber exatamente com qual orçamento contaremos para que possamos realizar um trabalho satisfatório?, ponderou Cunha Lima. José Roberto Garcez, chefe do departamento de telejornalismo da Radiobrás, concorda que a questão financeira é um dos maiores problemas para a gestão das emissoras públicas brasileiras. Ele aponta ainda quatro pilares de sustentação da TV pública: independência financeira, autonomia de gestão, controle social e quebra do modelo onde uma emissora só exibe o que produz. Na sua opinião, a abertura para a produção terceirizada é uma forma de garantir a pluralidade de opiniões de uma emissora. Garcez chama atenção para o fato de que no texto do PPA (Plano Pluri Anual) enviado ao Congresso, no Capítulo da Comunicação Social, o Governo coloca que os meios de comunicação de massa devem ser descentralizados.

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