Cinema
12/01/2012, 18:15

Empresas nacionais esperam digitalização completa do parque exibidor em cinco anos

POR FERNANDO LAUTERJUNG

Até o final de 2014, a principais empresas brasileiras de exibição cinematográfica deverão ter todas as suas salas operando com projetores digitais. Um grupo de 17 exibidores (incluindo a GNC Cinemas e a Severiano Ribeiro) firmou uma carta de intenções nomeando a empresa Beyond All como a integradora que dará início ao processo de negociações dos acordos de VPF (virtual print fee) junto aos estúdios em Hollywood, bem como a distribuidores independentes no Brasil. A empresa, com financiamento do BNDES e do Fundo Setorial do Audiovisual, pagará por 80% do valor dos projetores, ficando, como contrapartida, com o VPF, que servirá de garantia ao financiamento. Os exibidores arcarão com os 20% restantes.

Segundo Ricardo Difini Leite, presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras (FENEEC) e sócio da GNC Cinemas, os grupos estrangeiros que atuam no país já estavam negociando individualmente com os estúdios, através de suas matrizes. "Seria difícil para nós negociar individualmente, então formamos um grupo de trabalho, em maio do ano passado, para escolher uma empresa para fazer isso pelo grupo de empresas", explica. Com a carta de intenções, a Beyond All poderá negociar com as majors. "Os estúdios não devem criar nenhuma dificuldade, pois tão interessados quanto nós na digitalização", diz Difini Leite.

Segundo o presidente da FENEEC, os exibidores só receberão a VPF referente aos projetores comprados diretamente por eles, o que representa aproximadamente 25% das cerca de 1 mil salas do grupo de empresas. "Em um ano, queremos digitalizar 50% das salas que ainda não são digitais. A meta é ter todas as salas digitais em dois anos, contando a partir da assinatura do contrato com os estúdios", diz. Após este período, a Beyond All deve passar a negociar com exibidores de fora do grupo. "Acho que em cinco anos todas as salas do Brasil serão digitais", explica Difini Leite.

Importação

A MP 545/11, que vence no dia 8 de março, exonera de impostos a importação os projetores usados nas salas de cinema, que devem ter uma resolução mínima de 2K. Para que a medida vire lei, o Congresso precisa aprovar a medida logo após a volta do recesso parlamentar. "Com a isenção, o custo de um projetor no Brasil é de aproximadamente R$ 120 mil", diz o presidente da FENEEC.

Comentários

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

© 0-2017 Save Produções Editoriais. Todos os direitos reservados.
Top