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12/05/2004, 19:49

Semana ABC discute restauração de filmes brasileiros

POR REDAÇÃO

Ainda hoje, muitos cineastas brasileiros não tomam os devidos cuidados para a preservação futura de seus filmes – leia-se: produção de interpositivo, internegativo e o armazenamento adequado destes. A afirmação foi feita por Patricia de Filippi, restauradora da Cinemateca Brasileira, durante sua palestra na Semana ABC, nesta quarta-feira, 12, no Rio de Janeiro. Os processos, os critérios e a ética na restauração foram os temas principais nesse terceiro dia do evento.
?Preservar é muito mais barato que restaurar depois?, alertou Patrícia. Ela calcula que o custo para a produção do interpositivo e do internegativo de um longa metragem gire em torno de R$ 60 mil, enquanto a restauração de um filme pode passar de R$ 200 mil, dependendo do seu grau de deterioração. Nos últimos dois anos, mais de 2 mil rolos de filmes do acervo da Cinemateca Brasileira foram jogados fora por estarem completamente deteriorados, informou a restauradora.
Durante o evento, também foi criticada a falta de apoio institucional para a restauração de filmes nacionais. ?Falta uma política institucional que entenda o filme como memória popular. Hoje, apenas as famílias dos próprios cineastas tomam iniciativa de restaurar as obras?, comentou a pesquisadora Myrna Brandão.

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Na opinião do presidente da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC), Affonso Beato, o ponto alto da Semana ABC este ano é a discussão acerca da experiência brasileira com o internegativo digital. ?Há dois anos o Brasil vem testando vários métodos diferentes. Agora discutimos os resultados da nossa experiência?, comentou.
Beato disse estar satisfeito com o sucesso desta edição do evento, que conseguiu dobrar a média diária de público atraindo estudantes de cinema para a platéia.

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