Cinema
18/08/2008, 19:17

Globo Filmes quer "espaços não ocupados pelo cinema nacional"

POR FERNANDO LAUTERJUNG

Após uma pesquisa sobre de hábitos de consumo nas regiões metropolitanas do Rio e de São Paulo, a Globo Filmes está numa fase de busca de projetos que ocupem "espaços não ocupados até agora pelo cinema nacional". É o que diz o diretor executivo da área da Globo, Carlos Eduardo Rodrigues. Segundo ele, embora um dos gêneros prediletos do brasileiro seja a comédia, a maioria dos lançamentos é de dramas sociais. Aponta ainda que não há filmes para a faixa etária que forma a metade do público brasileiro, abaixo dos 22 anos.
"Metade da população pesquisada não tem o hábito de ir ao cinema. E o hábito não foi criado porque os pais não levavam os filhos quando eram crianças. Na carteira do cinema nacional, há muito pouco cinema infantil. É um erro de ocupação de mercado", afirma o executivo. Segundo ele, o momento da Globo Filmes é "olhar oportunidades e tentar pensar numa carteira de filmes junto aos produtores independentes que ocupe de forma sistemática as salas brasileiras ano a ano".
Em entrevista à revista TELA VIVA que circula neste mês de agosto, Cadu, como é conhecido no meio cinematográfico, aponta sua visão sobre o cinema nacional nos 10 anos da Globo Filmes. Segundo ele, "o mercado externo não vai bancar a produção brasileira". "É lógico que uma ocupação internacional gera prestígio e leva nossa cultura lá para fora. Mas, é melhor conquistar um ou dois pontos percentuais do mercado interno, o que representa US$ 10 milhões", diz.

Meta

Para a Globo Filmes, é fundamental se criar uma meta para o cinema brasileiro. "É inaceitável um país com todas estas regras de financiamento e de incentivo que tenha uma participação interna em torno de 10%", diz. Para o diretor da Globo Filmes, é prciso "ter um plano para atingir em tanto tempo 20%, e em tanto tempo 30%".
Segundo ele, há uma mudança um curso. "Eu vejo hoje a Ancine mais preocupada. Há um movimento favorável, por parte do próprio Manoel (Rangel, presidente da agência), de pensar com seriedade no que tem que ser feito dentro do Brasil pra gente ter uma posição mais sólida".

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