IBC
18/09/2002, 17:43

Evento tornou-se mais que um "show room" de tecnologias

POR FERNANDO LAUTERJUNG

Apesar da crise internacional, a IBC gerou bons negócios para seus expositores. A feira tem se mostrado muito mais do que um show room de tecnologia e equipamentos para engenheiros e técnicos. A edição deste ano foi um evento em que negócios foram efetivamente fechados.
Aparentemente, os expositores superaram suas expectativas. A Thomson Grass Valley (TGV), por exemplo, além de apresentar novos produtos, realizou algumas vendas significantes. A Bow Tie Television, do Reino Unido, anunciou que equipará seu parque de produção HD com dez câmeras HD LDK6000 e ainda pretende comprar outras dez câmeras TGV. A estimativa é que este contrato valha ? 1 milhão. Além disso, a NEC fez um pedido de servidores Profile HD e SD, e a norte-americana Liberty Corp anunciou ter planos de padronizar suas 15 emissoras com o mixer digital Zodiak.

Debates

Nos seminários a IBC também levantou discussões importantes. O cinema digital foi um dos grandes temas discutidos. Patrick Siaretta, presidente da TeleImage, falou sobre a implantação das salas digitais brasileiras.
O diretor e produtor indiano Shekhar Kaphur disse que os meios de distribuição para cinema digital são fundamentais para a produção chinesa e indiana (a Índia é o maior produtor de cinema no mundo) e "esperar que Hollywood crie a solução para cinema digital é o mesmo que deixar a invenção da Internet nas mãos dos correios?.
Convergência e multimídia também foram pontos bastante debatidos durante o evento. A Microsoft demonstrou um streaming de vídeo feito através do Windows Media 9 e distribuído sobre uma rede DVB-T móvel. O experimento exemplificou um sistema capaz de transmitir dados e vídeo em tempo real com qualidade broadcast simultaneamente.
Nick De Martino, diretor do American Film Instutute's New Media Ventures Group, propôs que a indústria de produção de conteúdo comece a definir o que e como será a TV interativa nos EUA. "Quando os sistemas interativos começarem a funcionar, nós precisaremos de produtos prontos para atender às necessidades da audiência?, afirmou.
Já Michael Blakstad, professor de mídia digital na Glamorgan University, no Reino Unido acredita que ?antes de correr, a TV interativa precisa caminhar?.

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