Festival
19/06/2002, 18:08

Guarnicê estréia, apesar das dificuldades financeiras

POR REDAÇÃO

A 25ª edição do Festival Guarnicê de Cinema de São Luiz (MA) começa sábado, dia 20 de junho, com a estréia do longa-metragem ?Histórias do Olhar (e de Pensamentos Imperfeitos)?, de Isa Albuquerque. Grande parte do elenco, incluindo o veterano Walmor Chagas – que também é um dos homenageados do festival deste ano – estão em São Luís esta semana. O filme é composto de quatro episódios: ?Inveja?, estrelado por Maria Lúcia Dahl; ?Rancor", com Cissa Guimarães; ?Medo?, com Eliane Giardini; e ?Amor?, com Walmor Chagas e Jonas Bloch.
Em sua mostra competitiva principal, que inclui curtas-metragens em 16mm e 35mm, o festival trouxe ao Maranhão 33 filmes. Mas a intensa programação organizada anualmente por Euclides Moreira Neto também inclui 47 vídeos, dos quais 15 foram produzidos no Estado, oito filmes em Super-8, 20 filmes comerciais, 35 reportagens para a televisão, 29 vídeos de um minuto e 30 videoclipes. Todas as categorias concorrem a prêmios.
O festival também organizou três mostras especiais, que homenageiam os profissionais de cinema Walmor Chagas, o diretor de fotografia Fernando Duarte e o compositor de trilhas sonoras maranhense Joaquim Santos, responsável por cerca de 90% das trilhas de filmes locais.

Documento histórico

Um documento histórico precioso é um dos filmes que homenageia o fotógrafo Fernando Duarte: ?Maranhão 66?, documentário dirigido por Glauber Rocha na década de 60. O filme documenta a posse de José Sarney como governador eleito em 1966. Sarney representava a esperança do povo maranhense, já naquela época um dos Estados mais pobres do Brasil. Sarney surge como um político novo e diferente das oligarquias no poder até aquele momento e é esse o tom do filme de Glauber.

Dificuldades

O festival sofreu com o fim da candidatura à Presidência de Roseana Sarney pelo PFL, que resultou também no rompimento com o governo federal. Segundo Euclides Moreira, vários apoios foram perdidos em função do afastamento de Roseana – e conseqüentemente do Maranhão – do cenário político atual. Este ano foram captados apenas R$ 110 mil para organizar o festival, contra R$ 150 mil no ano passado.

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