Política
19/10/2007, 18:15

"A clientela do Ministério da Cultura é o cidadão", diz Silvio Da-Rin

POR FERNANDO LAUTERJUNG

?O Programa Mais Cultura é muito virtuoso, incrementará fortemente a cultura e o audiovisual?, comemora o futuro secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Silvio Da-Rin. Outro ponto que destaca como de grande importância para o setor é a criação da TV Brasil, ?que começará a dar escala à produção independente?. Mas o cineasta, que conversou com TELA VIVA News, prefere não adiantar muito como será a SAV no futuro. ?Estarei mais subsidiado nos próximos dias?, diz, lembrando que acabou de aceitar o convite e só teve uma conversa preliminar com o atual secretário, Orlando Senna, que será diretor da futura TV Brasil, e com Juca Ferreira. Da-Rin deve ser nomeado para o cargo em meados de Novembro.
Questionado sobre a importância da Secretaria do Audiovisual em meio a todas as mudanças que acontecem na gestão política do audiovisual neste governo, Da-Rin acredita que ?não existe risco de perder importância?. Para ele, a SAV, assim como a TV Brasil, a Ancine (?renovada, com uma diretoria completa e mais jovem?) e outros órgãos do Governo Federal que passaram a ter importância destacada no cinema e no audiovisual, como o BNDES, faz parte de uma política integrada, ?que teve sua gênese nos primeiros anos do Governo Lula?.
Da-Rin diz que o que destaca a política cultural atualmente é que ?a clientela do Ministério da Cultura é o cidadão, e não alguns grupos do setor cultural?. Ou seja, o MinC agora teria a função de desenvolver a cultura, mas com a meta de levá-la ao cidadão. Um exemplo disso que o futuro secretário do Audiovisual cita é ?o triângulo formado pelo Governo, como fomentador; a produção independente, como realizadora; e a TV, que tem o contato direto com o cidadão?. Projetos como o Documenta Brasil, o DocTV e o Revelando os Brasis são exemplo desta política.

Fomento direto

Sobre a permanência dos mecanismos de fomento direto do Ministério da Cultura, como os diversos editais de produção, Da-Rin diz que devem ter continuidade. ?Não há porque acabar com o Edital de Baixo Orçamento, por exemplo?. Contudo, para ele, ?o Fundo Setorial do Audiovisual (sob a batuta da Ancine) vai mudar um pouco esse cenário. Temos que avaliar o resultado deste fundo, quando estiver regulamentado, para ver como dar continuidade aos editais?.

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