Broadcast & Cable 2005
21/09/2005, 11:39

Radiodifusores comemoram Hélio Costa no Minicom

POR REDAÇÃO

Na abertura do Congresso da SET, nesta quarta, 21, ficou clara a empolgação dos radiodifusores com a postura do ministro das Comunicações, Hélio Costa. O presidente da SET, Roberto Franco, afirmou que só se discutia a ?tecnologia por ela mesma, sem respeitar o empresário e o consumidor?. Segundo ele, com a chegada de Hélio Costa ao Ministério das Comunicações, ?volta-se a levar em conta 14 anos de pesquisa em TV digital?. O presidente da Abert, José Pizani, afirmou que a radiodifusão está em um momento privilegiado, por ter recebido um ministro ?cuja origem é o nosso setor?. O presidente da Abra, Johnny Saad, foi na mesma linha. Para ele, o ministro Hélio Costa ?chegou com uma postura correta?. Saad disse que a radiodifusão não foi ouvida neste governo e nem no anterior ?que só se preocupou com a telefonia?. Quanto ao desenvolvimento do Sistema Brasileiro de TV Digital, ?até o sindicato das senhoras da Amazônia foi ouvido, mas não os empresários do setor?. Saad voltou a atacar a possibilidade de uma concentração no DTH, com a junção da Sky e da Net e criticou ainda a entrada das operadoras de telefonia celular na distribuição de conteúdo. ?Essa conversa de convergência só interessa às companhias telefônicas?, disse.?Somos animais diferentes, a radiodifusão é gratuita?, completou.

O outro lado

O presidente da Anatel, Elifas Gurgel do Amaral, avalia que a agência não deixou de lado o segmento de radiodifusão. ?A Anatel gerencia o espectro e concede as licenças; quem gerencia efetivamente o setor é o Ministério das Comunicações?, explica. Mas o presidente da agência afirmou que quer entender essas declarações dos radiodifusores. ?É preciso marcar uma reunião para entender essa posição de dizer que a Anatel não está tratando do setor?, diz. Elifas cita como exemplo, apesar dos recursos escassos, o trabalho intenso realizado pela agência na fiscalização e interrupção diária de uma média de dez transmissões de rádios piratas. ?Reconhecemos que a necessidade está acima do que podemos fiscalizar, mas a Anatel não está inerte no sentido de proteger aquelas legalmente instaladas?, detalha.

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