Mercado internacional
23/03/2006, 20:50

MinC e NFB criam fundo para projetos de co-produção

POR REDAÇÃO

O Ministério da Cultura do Brasil e o National Film Board, do Canadá, criaram um fundo de US$ 50 mil, cujo valor pode ser ampliado para US$ 100 mil, para o desenvolvimento de projetos de co-produção entre os dois países. Serão apoiados cinco projetos.
O anúncio foi feito nesta quinta, 23, durante o seminário "Co-produzindo com o Canadá", promovido pela ABPI-TV (Associação Brasileira dos Produtores Independentes de TV). Também foi anunciado um concurso para estúdios de animação, cujo prêmio será o envio de dois jovens realizadores brasileiros para produzir seus projetos dentro do NFB, uma verdadeira "Meca" da animação mundial.

Sinergia

Participa do seminário uma delegação de produtoras, emissoras e órgãos públicos canadenses, encabeçados pelo presidente do NFB, Jaques Bensimon. Nesta sexta, 24, haverá mais apresentações pela manhã, e a tarde será dedicada a encontros entre produtoras brasileiras e canadenses.
Bensimon citou as afinidades entre os dois países, e reiterou a vontade dos canadenses de co-produzir com o Brasil. O país tem uma forte tradição de co-produção televisiva. Nos últimos quatro anos, o NFB participou de 40 filmes, entre longas e médias-metragens, feitos em parceria internacional.
Segundo Keith Chang, diretor de comércio e investimentos da Canada Heritage (órgão similar ao Ministério da Cultura), a indústria cultural rende 40 bilhões de dólares canadenses ao ano, o que representa 4% do PIB do país. As exportações de produtos audiovisuais geram 5 bilhões de dólares canadenses anuais.

Broadcasters

Os debates desta quinta contaram com a participação de três canais brasileiros. Beth Carmona, presidente da TVE, explicou aos canadenses como funciona a indústria de TV no Brasil, e levantou a questão da pouca presença da produção independente.
Alexandre Raposo, presidente da rede Record, disse que estava ali "mais para ouvir", e afirmou que a emissora pretende aumentar a participação de independentes em sua grade, mas que quer conhecer boas alternativas de programação, porque os custos da TV aberta, segundo ele, são muito altos.
Renato Wilmersdorfer, do canal Futura, também se mostrou disposto a receber projetos, e explicou como o canal vem fazendo sua seleção, inclusive com uma experiência já bem sucedida de pitching.

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