V Fórum
26/05/2004, 19:23

Entidades e governo buscam mercado internacional

POR REDAÇÃO

O desenvolvimento do mercado internacional foi tema de painel no V Fórum Brasil de Programação e Produção. No evento, Sérgio Sá Leitão, responsável pela formulação do projeto Film Comissions no Ministério da Cultura, expôs as parcerias que o MinC vem desenvolvendo com diferentes áreas do governo para viabilizar a exportação de conteúdo nacional e de serviços de produção. Segundo Sá Leitão, estão envolvidos em diferentes projetos, além do MinC, o Ministério das Relações Exteriores; o Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio, através da Apex; a Secom; e o Ministério do Turismo. Sobre o projeto de criação de uma Film Comission nacional, Sá Leitão diz que devem ser criados birôs regionais que estarão sobre o guarda-chuva da Film Comission. " É importante vender o serviço de produção e as locações brasileiras no exterior, mas não em detrimento do mercado local. O conteúdo brasileiro também tem que ser desenvolvido lá fora", lembrou.

Co-produções

Fernando Dias, da ABPI-TV, expôs o projeto de busca de co-produções no mercado internacional desenvolvido em conjunto com a Apex. Segundo Dias, o projeto visa apenas a busca por co-produções, não a venda de conteúdo finalizado. Para isso, o projeto envolve a capacitação profissional, através de workshops e seminários; a contratação de consultorias permanentes internacionais; missões empresarias para conhecer e prospectar novos mercados; marketing, com anúncios em publicações especializadas no exterior; e a participação em feiras internacionais.
Além disso, o projeto envolve a criação de um fundo de co-produção, para que as produtoras brasileiras possam oferecer uma contrapartida financeira aos canais e produtoras internacionais.
A meta do canal é co-produzir, em dois anos, 120 horas de conteúdo, envolvendo 70 produtoras e movimentando US$ 60 milhões.

Publicidade

Outro projeto apresentado foi o FilmBrazil, que visa a venda de serviços de produção no mercado publicitário internacional. Segundo Eitan Rosenthal, "é fácil vender o Brasil lá fora, mas temos pouco o que vender. A indústria nacional ainda é muito pequena". Para poder aumentar a competitividade brasileira no exterior, Eitan vem trabalhando junto ao governo para resolver questões legais e burocráticas. Além disso, diz que é necessário capacitar a mão de obra e melhorar a infra-estrutura "que está trabalhando próxima à sua capacidade máxima".

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