Política cultural
26/08/2003, 10:46

Exibidores manifestam-se contra interferência estatal

POR REDAÇÃO

Os exibidores de cinema, através de seus sindicatos, publicaram um manifesto em que respondem às declarações do ministro da Cultura, Gilberto Gil, feitas durante o festival de cinema de Gramado/RS, encerrado esta semana, de que o governo poderia intervir no mercado de exibição de filmes para garantir maior acesso à produção nacional.
Os exibidores argumentam que o número de cinemas no país "vem crescendo significativamente graças a um grande esforço de expansão e modernização das salas, feito pelo setor de exibição, sem qualquer incentivo público". Os investimentos no período teriam sido, segundo eles, de US$ 240 milhões. Os exibidores afirmam que, mais que a concorrência com o DVD, a TV por assinatura e outras mídias, o que preocupa é a ingerência do Estado em seu mercado, "verdadeiro 'chapéu alheio' para caridades demagógicas e eleitoreiras", segundo o documento.

Taxa

Como exemplo, o documento menciona o projeto do deputado Rogério Silva, que cria uma taxa de 5% sobre a bilheteria bruta dos cinemas, para o fomento da produção nacional.
Os exibidores citam ainda outros "entraves" à sua atividade, como a cobrança de Cofins e a taxa de 2,5% da bilheteria para pagamento de direitos autorais. Menciona ainda a obrigatoriedade da meia-entrada para estudantes, que chega, segundo eles, a cerca de 55% da bilheteria dos cinemas.

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