Produção
26/08/2003, 15:06

FilmBrazil ganha independência

POR FERNANDO LAUTERJUNG

O projeto FilmBrazil, que se propõe a divulgar os serviços de produção audiovisual brasileiros no exterior, entra em sua segunda fase. Inicialmente, a FilmBrazil passa a ter um conselho próprio. Juridicamente, permanece ligada à Apro, para evitar a burocracia necessária para se criar uma nova associação. Na prática, trabalha em conjunto com a Apro, mas com autonomia suficiente para poder acolher outras associações.
O presidente da associação FilmBrazil é o ex-coordenador do projeto, Eitan Rosenthal, da Trattoria. Fazem parte do conselho seis produtoras ligadas à Apro (Paralela Filmes, Made to Create, Academia de Filmes, TGD e Ocean Film, além da Trattoria), três produtoras de áudio (Dr.DD, Lua Nova e YB), duas empresas ligadas à Abele (EstudiosMega e Loc.All) e há um assento reservado à Abrafama, ainda sem nome definido.
A associação conta com 24 produtoras de vídeo, 12 produtoras de áudio, duas finalizadoras e cinco fornecedores de equipamentos. As empresas farão um novo aporte para bancar as ações da FilmBrazil no segundo semestre.

Nova frente

Esse será o "semestre Brasília", diz Leyla Fernandes, nova presidente da Apro. Tanto a Apro quanto a FilmBrazil já estão trabalhando em lobby em vários ministérios visando deixar a burocracia para produzir publicidade internacional no Brasil "mais prática". A idéia é garantir a possibilidade de fazer importação temporária tanto de equipamentos audiovisuais que serão usados em uma única produção quanto dos próprios produtos a serem anunciados no comercial. Outro tema de discussão junto ao governo é a simplificação de vistos de trabalho temporários.
No mercado internacional, a FilmBrazil anunciará em revistas especializadas e está contratando uma assessoria de imprensa, também para fazer a divulgação internacional.
Por último, a FilmBrazil espera, a partir desta etapa, poder trabalhar com outros setores da produção, além da publicitária. "As diferentes áreas do audiovisual perdem com brigas internas pequenas", diz Eitan Rosenthal.
Quanto ao possível apoio da Ancine, Rosenthal e Leyla dizem que a agência deveria ser o alvo de todo o lobby, mas estão esperando que ela "se assente definitivamente" em algum ministério.

Resultados

Com a FilmBrazil, Rosenthal diz esperar resultados palpáveis em cerca de um ano. Para ele, as ações feitas no último festival de Cannes já estão rendendo frutos. "O número de consultas às produtoras vem crescendo substancialmente", diz.

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