NAB Show
28/04/2017, 03:47

Tecnologias que promovem a convergência das mídias oxigena a feira da radiodifusão americana

POR MARIO BUONFIGLIO, DE LAS VEGAS

O NAB Show 2017, que aconteceu esta semana em Las Vegas, mostrou que produzir para múltiplas plataformas de maneira otimizada é questão de sobrevivência no mercado. O broadcast tradicional há tempos dá sinais de cansaço e estas soluções rejuvenescem a maneira como se relacionar com os novos meios de produção.

Produzido pela NAB, Nasa e a Amazon, um painel no evento mostrou ao vivo uma transmissão em 4K utilizando o encoder AWS, direto da a Estação Espacial Internacional, a ISS. Logo após a transmissão, entrou em cena o debate realizado pelo M.E.T. Effect, a marca futurista escolhida este ano que revela o atual cenário cultural alimentado por soluções híbridas e de conectividade sem limites. No formato de programa de entrevistas, a própria localização do palco principal do M.E.T. foi estratégica. Direto do corredor central, exibiu seu conteúdo ao vivo para diversos pontos da feira, sempre com o foco no enorme impacto da tecnologia sobre o consumidor e a indústria como um todo, do entretenimento aos negócios.

Entrantes

Diante do novo cenário da mídia, vivenciamos as distinções entre os habituais expositores e os que chegam à NAB com uma nova experiência. Há tempos não se via esse curioso encontro, semelhante ao que ocorreu nos anos 1990 na época do boom da animação 3D. Hoje, os espaços tradicionalmente ocupados por transmissores via satélite dão lugar à realidade virtual e de gente nova que chega ao mercado. A Digital Domain, célebre na criação de efeitos visuais para cinema, a exemplo do filme Titanic, até hoje uma referência, mostrou ao público um autêntico entretenimento hi-end em VR. O ambiente fica divertido quando se vê diversas pessoas usando um gear de realidade virtual, recostado sobre uma poltrona e se expressando de acordo com o que vê nos óculos especiais.

Além disso, empresas como Vimeo, Facebook e Google abriram seus espaços para expor seus serviços sobre a nuvem. Está claro que é por meio dessa infinidade de conteúdos online que os consumidores do mundo todo se expressam. Isso significa menos TV, mais dispositivos móveis e muita agilidade na comunicação. O maior exemplo foi a atenção dada ao ATSC 3.0, que se tornará o padrão americano de TV até 2021. O FCC estima que até o final de 2017 será dada a autorização para o uso do sistema e confirmar sua promessa de mobilidade e a integração do melhor dos mundos broadcast 4K e broadband.

É emblemático porque ao mesmo tempo em que se tira canais da radiodifusão, a TV renasce como um novo padrão propondo mais integração. Como será feita a mídia direcionada? Essa form disruptiva de se trabalhar mexe com toda a infraestrutura e espectro de frequências. Uma das propostas é o comercial personalizado. O expectador liga o aparelho e, automaticamente, por meio do CEP, uma região é identificada.

No SET e Trinta, evento da associação de engenheiros de TV brasileira realizado na NAB, Skip Pizzi profetizou que o ATSC será a próxima geração de televisão, com muita interoperabilidade. Porém, para alguns, não é bem assim. A TI dentro da televisão ainda é um ambiente novo. É um ambiente que vai trazer um grande desafio. Por aqui, a frase mais ouvida foi: "nós não sabemos ainda como vai se dar isso. Temos que experimentar tudo para ver o que vai se sobressair".

 

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