TV digital
28/08/2008, 20:42

Ainda sem Java, Ginga tem versão funcional

POR FERNANDO LAUTERJUNG

O Ginga, middleware do sistema brasileiro de TV digital, já tem uma versão funcional. Trata-se do Ginga-NCL, a parte chamada "procedural" do middleware, formado ainda pela parte chamada "declarativa", o Ginga-J, ainda em desenvolvimento.
Conforme explica o professor Luiz Fernando Soares, da PUC-RJ, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do middleware, o Ginga-NCL pode fazer "tudo o que o Ginga-J fará", contudo, "em algumas aplicações, o Java seria mais eficiente". Isto porque, explica o professor, o Ginga-NCL leva consigo a linguagem de script Lua, que é declarativa declarativa.
A afirmação do professor foi em resposta a uma provocação do assessor da Casa Civil, André Barbosa, em um debate no Congresso da SET nesta quinta, 28. Barbosa propôs que as normas do Ginga sejam publicadas, por enquanto, sem a parte Java. Seria um "Ginga 1.0", como explicou.
Na feira Broadcast&Cable, que acontece paralelamente ao Congresso da SET, alguns estandes mostram aplicativos para TV digital desenvolvidos usando apenas o Ginga-NCL, com a linguagem Lua.

Royalties

Vale lembrar que após detectar possíveis problemas de royalties no GEM (parte integrante do Ginga, assim como do middleware do padrão europeu, o MHP), o Fórum SBTVD passou a estudar, em parceria com a Sun, uma solução livre de licenças. O middleware é composto de duas partes, a declarativa, chamada Ginga-NCL, e a procedural, que está em desenvolvimento com a Sun. Esta será baseada na plataforma Java e foi batizada Ginga-J. Esta última, segundo a Sun, deve estar pronta em outubro. O Fórum SBTVD espera que, com isso, as normas estejam publicadas até o final deste ano.

Simples vs. complexo

O middleware, como explica o professor Luiz Fernando Soares, precisa ter os dois tipos de linguagem (declarativa e procedural). Na linguagem procedural, o programador precisa "dizer ao equipamento qual é a intenção final". A programação através desta linguagem é bastante simples, gerando aplicativos leves.
Já na programação procedural, o programador precisa descrever o "passo-a-passo". Esta linguagem é necessária para fazer aplicativos mais complexos.

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