Mercado Internaticional
28/08/2008, 14:50

Brazilian TV Producers quer focar no mercado hispânico dos EUA em 2009

POR REDAÇÃO

De acordo com Eliana Russi, gerente internacional do programa Brazilian TV Producers, da Associação Brasileira de Produtorers Independentes (ABPI-TV), um dos focos do programa em 2009 será o mercado hispânico dos Estados Unidos. "Faremos algumas rodadas de negócios em Miami no ano que vem, queremos entrar no mercado americano nos aproximando deste mercado", contou Eliana, que participou na tarde desta quinta-feira, 28, de um painel sobre programas de promoção internacional do audiovisual no Fiicav.
Durante a apresentação, da qual participaram também a presidente da Associação Brasileira de Film Comissions (Abrafic), Ana Cristina Costa Silva, e a consultora internacional do programa Cinema do Brasil, Raquel Monteiro, Eliana disse que co-produções de televisão no mercado externo são mais difíceis do que o cinema. "Não temos um grande nome como Fernando Meirelles para abrir portas, é um trabalho de construção de imagem para que os estrangeiros enxerguem o produtor de TV brasileiro como co-produtor", comentou, destacando que a animação é um gênero que tem mais sucesso nas negociações.

Cinema e televisão

Ela concordou com as observações do moderador do painel, Carlos Eduardo Rodrigues, da Globo Filmes, de que as televisões, diferentemente do cinema, têm compromisso com a audiência e com o mercado publicitário, daí o maior grau de dificuldade. "Temos que fazer um trabalho para que nossos realizadores sejam mais flexíveis nas discussões de conteúdo", sugeriu ele.
As diferenças entre co-produção internacional para cinema e TV também foram debatidas em outro painel com os produtores Luis Antonio Silveira, da Conspiração, e Maurício Andrade Ramos, da Videofilmes, que chegaram à mesma conclusão de Eliana. "Na televisão, as regras de co-produção são mais claras. No cinema, as decisões não estão tão relacionadas aos resultados, mas às afinidades e gostos pessoais", disse Ramos, exemplificando a afirmação com o caso do filme "Leonera", do diretor argentino Pablo Trapero, que recebeu investimentos de 400 mil euros de uma produtora coreana que gostou da história.

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