Cinema
28/10/2003, 14:01

Nova diretoria da Apaci toma posse

POR REDAÇÃO

Foi empossada na segunda-feira, 27, a nova diretoria da Apaci (Associação Paulista de Cineastas). O ex-presidente e atual vice-presidente da associação, Toni Venturi, transferiu a presidência a Alain Fresnot. Fazem parte ainda da diretoria Reinaldo Pinheiro (secretário), André Klotzel, Luiz Alberto Pereira e Mara Mourão (diretores), Cao Hamburger, Luís Bolognesi e Ricardo Elias (conselho fiscal), Fabiano Gullane, Francisco Cesar Filho e José Roberto Torero (suplentes).
O evento, que aconteceu no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, contou com presença do ministro interino da Cultura, Juca Ferreira; da secretária de Cultura do Estado de São Paulo, Claudia Costin; com o secretário para desenvolvimento das artes audiovisuais do Ministério da Cultura, Orlando Senna; com o diretor da Ancine Augusto Sevá; o vereador Nabil Bonduki (PT/SP); e o diretor do MIS, Amir Labaki. Toni Venturi celebrou em seu discurso os grandes títulos paulistas da produção cinematográfica recente e ainda as conquistas junto aos governos estadual e municipal (ambos anunciaram recentemente e criação de conselhos que deverão dar início à criação de políticas audiovisuais).
Alain Fresnot prestou homenagem ao cineasta Denoy de Oliveira, um dos fundadores da Apaci. Fresnot afirmou que São Paulo "pode e deve ser o grande polo da produção nacional". Para que isto seja possível, o novo presidente da Apaci destacou a importância de se trabalhar junto aos conselhos "de alto nível que estão instalados em níveis federal, estadual e municipal".

Política audiovisual

Augusto Sevá foi ao evento representando o diretor-presidente da Ancine, Gustavo Dahl, que, segundo Sevá, "teve um imprevisto". O diretor da agência disse que o momento é de comemoração, pela "institucionalização do cinema" e pela "criação de um tripé na política audiovisual formado pela Ancine, o Conselho Superior de Cinema e a Secretaria do Desenvolvimento das Artes Audiovisuais". "Esse sistema é uma vitória para a atividade cinematográfica", afirmou. Sevá disse ainda que os ajustes necessários com o novo modelo são bem-vindos, "mas não podemos esquecer o que de bom já foi feito".
O secretário do desenvolvimento das artes audiovisuais do MinC, Orlando Senna, afirmou que "o governo conseguiu elaborar, com o povo do cinema, um projeto de política audiovisual. Isso só foi possível graças ao apoio dos cineastas". Mas disse ainda que os próximos passos exigirão mais esforços. "Temos o Himalaia para galgar", brincou.
O ministro interino do MinC, Juca Ferreira, disse que existem condições para avançar nos diálogos entre TV e cinema. "O modelo atual das TVs pode incorporar a regionalização e o acesso dos produtores independentes e do cinema", completou.
Quanto à política estadual para desenvolvimento do audiovisual, a secretária de Cultura do Estado de São Paulo, Claudia Costin, disse que esta deve ser tratada como política pública, "mas não é voltada aos produtores, mas ao povo". Para ela, os produtores devem trabalhar como parceiros.

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