Financiamento
29/08/2008, 17:18

Projeto da Mixer é o primeiro a utilizar recursos não-reembolsáveis do BNDES

POR DANIELE FREDERICO

A série de animação "Escola para Cachorro", da Mixer, foi o primeiro projeto a ser contemplado com os recursos não-reembolsáveis do BNDES. O projeto é uma co-produção com a canadense Cité-Amerique, com orçamento total de R$ 5,5 milhões, segundo o Tiago Mello, produtor da Mixer.
Estreando o mecanismo de recursos não-reembolsáveis, o projeto conta com cerca de R$ 2 milhões de recursos proveninentes do BNDES, sendo R$ 1,2 milhões do Procult e R$ 893 mil não reembolsáveis, provenientes do artigo 1°A.
O objetivo desse mecanismo é estimular a produção de obras audiovisuais para TV por produtoras nacionais independentes em co-produção com países estrangeiros. "O projeto da Mixer atendia aos critérios. Além de ser uma co-produção com o Canadá, eles já têm contrato com uma distribuidora internacional e com um canal de exibição no Brasil", explica Patrícia Vieira Machado Alexandre, do departamento de cultura, entretenimento e turismo do BNDES.
Além do banco, a parte brasileira do orçamento foi garantida a partir de acordos com dois canais (TV Cultura e um canal a cabo para toda a América Latina) e com os patrocinadores Todinho e CSN.
A série para crianças em idade pré-escolar já tem exibição garantida em quatro canais canadenses. Na produção, além de colaborar no roteiro (um dos sete roteiristas é brasileiro), o Brasil será responsável pelo storyboard e pela animação. A trilha sonora é do grupo Palavra Cantada.
Paralelamente à produção, a Mixer trabalhará na formação de jovens para animação. Inicialmente, 20 jovens serão contemplados.

Formação

Quem também tem trabalhado com a formação de profissionais de animação é a TV Pingüim, que produz a série "Peixonauta". "Criamos uma hora de aula por dia na produtora", diz Célia Catunda, da TV Pingüim. Somente dentro da produtora, há 55 pessoas mobilizadas para a realização da série.
Com prazo para entrega em fevereiro de 2009, a produtora brasileira corre para realizar o projeto que deveria ser uma co-produção com a canadense Nelvana. Depois de romper com o parceiro canadense, apesar do aumento do trabalho feito aqui, o processo tem caminhado mais tranqüilamente. "Sofremos com diferenças culturais muito grandes. Foi um grande alívio, como autores do projeto, quando ficamos livres da aprovação canadense", conta Célia. Agora, "Peixonauta" tem a canadense Breakthrough como co-produtor minoritário e distribuidor.
Ao final da produção da série, a TV Pingüim começa a realização do longa "Peixonauta", com recursos provenientes do edital de cinema do BNDES.

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