TELA VIVA Móvel
29/09/2005, 15:54

Para publicitário, celular é mídia complementar

POR REDAÇÃO

O impasse do "marketing de permissão" pode se tornar uma vantagem no aproveitamento do celular como ferramenta de mídia. A modalidade é caracterizada pelo envio de publicidade para o celular apenas se autorizado pelo usuário, o que pode limitar o número de pessoas atingidas pelas mensagens, mas é possível encontrar pontos positivos nas restrições e realizar ações voltadas para públicos específicos, sem invasão de privacidade. Cláudio Barres, diretor de mídia, da Duda Propaganda, disse durante a apresentação ?A publicidade sabe aproveitar o celular??, realizada no 4° TELA VIVA Móvel, que ainda que a quantidade de usuários impactados seja menor nesses casos, a mensagem é capaz de chegar com mais força aos interessados. ?Há vantagens no direcionamento, no aspecto viral da mensagem, que pode ser passada adiante, na baixa dispersão e na possibilidade de aferição dos resultados?.
A permissão seria solicitada para evitar o que aconteceu na Internet, com o envio descontrolado de spams. A experiência nesse meio tem feito com que operadoras, integradores e agências pensem em alternativas para o envio de mensagens publicitárias para celulares, como a criação de conteúdos que sejam do interesse do usuário, que só seriam enviados caso este autorize de alguma forma o recebimento.

Mídia complementar

O celular não é visto como mídia principal para a difusão de mensagens publicitárias, mas sim como uma ferramenta que deve ser integrada a outras mídias. Apesar de os clientes que procuram uma agência de publicidade não rejeitarem o celular, eles o vêem como suporte para outras ações, e não como uma mídia para a qual se deva criar conteúdo específico. Mesmo com a tecnologia disponível, alguns clientes ainda procuram as agências visando somente a veiculação das peças na televisão. ?Colocar essas empresas no celular também é um trabalho de pensamento?, disse Barres. Essa inserção depende, em grande parte, da criação de conteúdo específico para o meio. ?Não vejo os comerciais de televisão sendo exibidos no celular. Acho que fora da TV eles perdem atratividade?, afirmou o publicitário. Sem a possibilidade de atingir o público com inserções comerciais, as operadoras têm utilizado ações de relacionamento para a venda de seus próprios serviços.
Ele afirmou ainda que a penetração do celular (hoje de 62%) será, em algum tempo, maior que a da TV aberta (com 97%) e do rádio (87%). O problema hoje é a falta de modelos viáveis para a transmissão de dados em celulares pré-pagos, difundidos principalmente entre as classes C,D e E. ?O desafio para a indústria é pensar em como fazer com que o usuário de pré-pago torne-se um usuário de pós?, concluiu Barres.

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