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TVA prepara digitalização e VoIP para agosto
quinta-feira, 01 de julho de 2004 , 17h45 | POR REDAÇÃO

A TVA promete duas novidades importantes para o mês de agosto: o lançamento do serviço de cabo digital e os testes comerciais do serviço de telefonia IP.
No quesito voz, a TVA tem, há dois meses, uma parceria firmada com uma das primeiras empresas de telefonia IP dos EUA, a Net2Phone, e com um operador entrante de telefonia no mercado brasileiro cujo nome ainda não é revelado. A parceria entre as três empresas será para oferecer telefonia no modelo que está revolucionando o mercado de telefonia nos EUA, onde um adaptador para converter a voz em dados é instalado na saída do modem, permitindo que o serviço funcione em qualquer rede banda larga. A TVA entra com o atendimento e a infra-estrutura do serviço Ajato, a Net2Phone entra com a infra-estrutura de gateways e com a interconexão internacional e a terceira parceira entra com a numeração e com a interconexão no Brasil. Segundo Amilton de Luca, diretor de novos negócios da empresa, o serviço será, a princípio, aberto, como trabalham a Net2Phone, a Vonage e outras empresas de telefonia IP nos EUA. Com isso, o número da TVA poderá ser usado em qualquer lugar do Brasil e do mundo, bastando um acesso banda larga. A caixa que faz a conversão da voz para a rede banda larga chega a cerca de US$ 200, mas nos EUA já é comercializada a menos de US$ 90. Após 90 dias de testes comerciais, a TVA definirá o modelo de cobrança e lançará o serviço definitivamente.
Já a digitalização dos serviços de vídeo, também prometida para agosto, começa por São Paulo e apenas para os assinantes de cabo, pelo menos nesse ano A digitalização do MMDS ficou para 2005. A empresa garante que será a primeira operadora de cabo brasileira a ter esse tipo de serviço, oferecendo inclusive a opção do DVR (Digital Video Recorder).
Os modelos de financiamento das novas operações de voz e vídeo são, segundo o diretor financeiro da operadora, Eduardo Malagoni, auto-sustentáveis, ou seja, não requerem grandes aportes de capital que não possam ser feitos pela própria operadora.

Finanças

A TVA definirá neste mês de julho as condições para o pagamento ou para o refinanciamento de sua dívida de US$ 56 milhões, que vence agora. Segundo Eduardo Malagoni, há várias alternativas sendo analisadas, desde a troca da dívida até o pagamento dos vencimentos, e a negociação não será feita sob a pressão de uma situação de inadimplência ou de uma deficiência de geração de caixa e será voluntária. "Hoje nossa geração de caixa cobre o serviço da dívida e nossas necessidades de investimentos", diz o diretor financeiro. Segundo o 20F (espécie de balanço anual) registrado nesta quinta, 1, pela empresa junto à SEC, nos EUA, o prejuízo de 2003 foi menor do que o de 2002: US$ 40 milhões, contra US$ 71 milhões. "E mesmo o prejuízo registrado é, na verdade, fruto de itens não recorrentes que não se repetem esse ano. Na verdade, o nosso prejuízo descontados esses itens foi de US$ 10 milhões, e a geração de caixa melhorou sensivelmente nos últimos três anos".
A operadora ainda se desfez de algumas licenças de UHF em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba, pelas quais conseguiu R$ 8 milhões. Apesar de ter perdido base em 2003 (de 301 mil assinantes em 2002, a TVA caiu para 284 mil em dezembro) a expectativa da empresa é crescer, pelo menos em São Paulo.

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