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Inclusão digital
Costa fala em redes alternativas para o Gesac
quinta-feira, 01 de setembro de 2005 , 20h23 | POR REDAÇÃO

O ministro Hélio Costa se mostrou indignado com a falta de supervisão do programa Gesac por parte do seu próprio ministério. E voltou a ressaltar a importância de uso de outras redes neste projeto de inclusão, citando inclusive o MMDS.
Sobre o descontrole do serviço, Roberto Pinto Martins, secretário de serviços de telecomunicações do Minicom, afirma que é o resultado do desconhecimento por parte dos parceiros do custo do acesso: "eu acho que eles pensam que isso é grátis e daí não dão importância". Certamente para valorizar a prestação do serviço, o ministro Hélio Costa pretende discutir a transferência da responsabilidade pelo pagamento do serviço para os parceiros.
Em substituição a Antônio Albuquerque, diretor do Gesac exonerado na semana passada, o ministro está convidando um funcionário do Banco do Brasil, que foi responsável pela implantação do Internet banking do BB, para dirigir o programa: Eliomar Medeiros de Lima. Além disso, será firmado um contrato com os Correios para fazer o monitoramento permanente do funcionamento do Gesac.
O ministro tem reclamado da instalação de pontos do Gesac em áreas onde poderia ser utilizado um outro sistema de acesso mais barato, como ADSL ou cable modem, como é a situação da maioria dos mais de 400 pontos instalados no Estado de São Paulo. Segundo ele, o próprio presidente Lula ficou muito espantando com a concentração de pontos do serviço em grandes cidades do interior paulista. Hélio Costa disse suspeitar que isso aconteceu por razões políticas: "quando eu cheguei no ministério, recebi uma cobrança de três pontos de Gesac para Duque de Caxias no Estado do Rio que haviam sido 'prometidos' para determinado político. Eu perguntei se não havia TV a cabo por perto e que eu não ia pagar quase mil reais por um serviço que poderia custar R$ 70,00. E não instalamos". O ministro não ignora, porém, que um acesso de 2 Mbps, como o provido pelo Gesac, não custa apenas este valor em uma operadora de TV a cabo ou pelo ADSL de uma empresa de telefonia. De qualquer forma, o que ele pretende é ter um sistema misto que use os recursos mais baratos disponíveis, reservando o satélite para as localidades onde ou acesso seja impossível, ou ainda maximizar o acesso a um ponto Gesac em 2 Mbps com a utilização da tecnologia WiMax ou PLC, como tem defendido.

"Aperto" e MMDS

Hélio Costa conheceu no último final de semana, o experimento que vem sendo feito na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) com o sistema "Aperto", que permite acessos sem fio de 128 kbps até a 40 quilômetros de distância, a um custo de R$ 35 mil a torre central (que ficaria conectada ao satélite do Gesac) e R$ 4 mil em cada ponto dentro desta área. Além disso, o ministro pretende conhecer as experiências de utilização da faixa de MMDS para transmissão de dados que vêm sendo realizadas, segundo suas palavras, pelo grupo Abril. Na verdade, a Abril é, em conjunto com os demais associados da Neotec (associação dos MMDS), uma das desenvolvedoras de testes para acesso a dados por redes de MMDS, ainda que a TVA ocupe, sem dúvida, papel de liderança no processo. "Eu acho que colocando o MMDS na ponta do Gesac, podemos multiplicar enormemente o acesso".

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