Comunicação
01/10/2003, 18:41

Senadores apoiam ajuda do BNDES à mídia

POR REDAÇÃO

Ao contrário das manifestações parlamentares acaloradas registradas quando, em 2002, o BNDES anunciou que acompanharia a recapitalização da Net Serviços na condição de acionista, os parlamentares estão bem receptivos à proposta da Abert, Aner e ANJ de propor ao banco estatal um projeto de linha de crédito especial a empresas de comunicação. O termômetro dos ânimos, pelo menos entre os senadores, pôde ser verificado durante a audiência realizada nesta quarta, dia 1º, na Comissão de Educação do Senado para discutir a questão da reforma tributária no setor de comunicações. Foi a primeira audiência depois que as entidades setoriais anunciaram o plano de recorrer ao BNDES. Os senadores Osmar Dias (PDT/PR), Hélio Costa (PMDB/MG) e Roberto Saturnino Braga (PT/RJ) manifestaram-se favoravelmente a um projeto de apoio do governo aos grupos de comunicação.
Evandro Guimarães, representando a Abert, lembrou na audiência que a crise vivida no setor de mídia não tem precedentes históricos, que o segmento publicitário encolheu mais de 40% nos últimos anos e que são necessários recursos pesados para atualização tecnológica das empresas de comunicação. Antônio Telles, da UniTV (entidade que representa 200 emissoras ligadas aos grupos Bandeirantes e SBT), concordou com a colocação da Abert. Telles disse que a sua entidade não foi chamada pela Abert, ANJ e Aner para discutir o projeto a ser encaminhado ao BNDES, mas afirmou ser favorável à tese das demais associações e que pretende procurá-las para dar contribuições. "O importante é que esse programa especial de ajuda à mídia seja criado com transparência", afirmou. Fernando Martins, diretor executivo da Associação Nacional dos Jornais, afirmou que o BNDES seguirá todos os critérios de análise de risco praticado a outros setores e que não há nenhuma ameaça de que o banco tenha problemas com o setor de comunicações.
Tanto o Fórum Nacional de Democratização da Comunicação quanto a Fittert (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Rádio e TV) evitaram críticas ao projeto das empresas de mídia de criar linha especial de financiamento no BNDES. A Fittert disse apenas que espera que o governo esteja atento às contrapartidas sociais dessa ajuda.

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