Internet
02/12/2011, 17:32

Empresa holandesa de vídeo online chega ao Brasil

POR ANA CAROLINA BARBOSA

A Zoom.in, empresa holandesa de vídeos jornalísticos online, está montando sua base no Brasil. A proposta da empresa é oferecer conteúdo noticioso customizado aos portais, sejam vídeos dos 135 parceiros de conteúdo (entre eles empresas como Reuters e BBC) ou produção local própria. Hoje, a Zoom.in atua em 12 países. O modelo de negócios pode ser a simples aquisição de conteúdos ou a divisão de receitas com a publicidade inserida nos vídeos.

O diretor de vendas e marketing da Zoom.in, Michiel Plugge, esteve no Brasil para a divulgação da empresa. Ele contou que a Zoom.in teve origem em 2003, em Amsterdã, como uma empresa de vídeos jornalísticos online cujo modelo era a assinatura. Como a estrutura não se apresentou muito lucrativa, a solução foi investir em parceiros de conteúdo, migrar para novos mercados, como Bélgica, Alemanha e Espanha, produzindo localmente também nestes países, e agregando publicidade. O investimento no Brasil, segundo o executivo, “é um compromisso, não uma aventura”. Ele acredita no potencial do país devido ao desenvolvimento da mídia por aqui. Outros países da América Latina também estão nos planos. O próximo deve ser o México.

“Hoje não há distinção entre vídeo para Internet e vídeo para TV”, explica o executivo, afirmando que a plataforma também está aberta às negociações com os fabricantes de SmarTVs.

A operação brasileira será liderada pelos executivos Fábio Trindade e Regis Lotumolo. A partir de janeiro, serão feitas as contratações de jornalistas para a produção local. A empresa já tem um cliente local, a Kappamakki Digital, responsável por distribuir o conteúdo da Zoom.in para as operadoras de celular. Já há contrato fechado com a Vivo.

Atualmente, a Zoom.in produz diariamente mais de 150 vídeos em dez idiomas. Os conteúdos são transmitidos para 1,6 mil sites, atingindo uma audiência mensal de 45 milhões de pessoas. Plugge observa que 20% do faturamento com publicidade hoje vem de campanhas globais e os outros 80% dos anunciantes locais.

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