Radiodifusão
03/03/2004, 18:10

Abert espera ter Rede TV! e Record de volta

POR REDAÇÃO

A Abert divulgou nesta quarta, 3, nota oficial sobre o desligamento da Rede TV! e Record se seu quadro de associados. Em referência às notícias veiculadas (a Abert não diz quais veículos, mas as informações foram antecipadas pela Folha de S. Paulo), a associação reforça que tem 42 anos de existência, congregando 2.288 emissoras de rádio e 216 emissoras de televisão, afiliadas de todas as redes existentes. Diz ainda que a associação não representa, "nem nunca representou", redes de televisão. A Abert diz ser representante apenas de empresas de radiodifusão.
A associação diz ainda lamentar "profundamente" a saída da TV Record de São Paulo e TV Omega do Rio de Janeiro (Rede TV!), ressaltando que espera contar, em algum "momento futuro", com as duas empresas em seu quadro de associados.
Não é a primeira vez que a Record deixa a Abert. O primeiro rompimento vem de 1994. Em 1999, a emissora saiu da associação para fundar a Abratel. Há dois anos, Record, SBT e Bandeirantes fundaram a UniTV. Todas são associações que representam os interesses das emissoras de TV.

Falta de convergência

Record e Rede TV! deixaram a Abert em função de desentendimentos sobre a forma com que a negociação com o BNDES vem sendo conduzida pela associação. Record e Rede TV!, ao lado do SBT e, em menor escala, da Bandeirantes, entendem que o programa de apoio do governo aos grupos de comunicação não deve servir para o pagamento de dívidas, o que beneficiaria sobretudo à Globo, segundo as empresas.
O discurso em sentido contrário prega que a ajuda do governo venha a grupos que valorizem a produção e o conteúdo nacional, tese que conta com a simpatia da Secretaria de Comunicação (Secom) e do presidente do BNDES, Carlos Lessa, e que está em sintonia com a campanha de valorização do conteúdo nacional promovida pela Globo.
Entre os dirigentes do BNDES, por outro lado, há quem defenda garantias de que a gestão das empresas de comunicação será um condicionante importante para a hipótese de um empréstimo estatal aos grupos. Darc Costa, por exemplo, que é vice-presidente do BNDES, já se manifestou preocupado com o risco de que os grupos voltem a cometer erros gerenciais caso tenham recursos do banco.

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