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Cable 2004
Canais pagos nos EUA conquistam 63% da audiência
segunda-feira, 03 de maio de 2004 , 18h45 | POR REDAÇÃO

Em 2000, uma verdadeira revolução começou a acontecer no mercado de televisão norte-americano. Os canais de TV por assinatura finalmente ultrapassavam, na média, a audiência das quatro grandes redes abertas. Foi a primeira vez na história em que acontecia essa inversão. Durante a NCTA Cable 2004, um número mais recente foi divulgado: as redes de TV por assinatura já dominam 63% da audiência média do telespectador norte-americano. É um número a ser comemorado e que decorre de dois fatores: multiplicação dos canais pagos e pesados investimentos em programação. As programadoras investiram em 2003 US$ 12,6 bilhões em seus canais. As operadoras de cabo, diretamente, investiram mais US$ 11,4 bilhões em conteúdo. Foi mais, por exemplo, do que se investiu em expansão física ou melhoria das redes no mesmo ano (US$ 10,6 bilhões).
Mas esse aparente sucesso não é comemorado ainda. Isso porque a audiência no horário nobre ainda é plenamente favorável à TV aberta, que em geral conquista cerca de 65% da atenção dos espectadores nesse período, onde estão alocadas a maior parte da publicidade.
Outro paradoxo que se abre aos operadores de cabo diz respeito às novas tecnologias. Os digital video recorders são uma verdadeira febre nos EUA, impulsionados principalmente pelo DTH mas também oferecidos por operadores de cabo. Acontece que o modelo de DVRs é desfavorável ao mercado anunciante, já que o usuário escolhe quando e o que ver daquilo que foi gravado (tendendo a evitar os comerciais). Por outro lado, o grande diferencial o cabo nesse campo em relação ao DTH é o video-on-demand, cujas tecnologias já estão maduras e em uso nos EUA. O VOD é uma forma de vender programação que não necessariamente mata a publicidade. O que os operadores de cabo estão percebendo é que conteúdos com publicidade têm maior rejeição junto ao assinante quando colocados na venda sob-demanda. Não há solução para esse problema ainda.

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