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Cable 2004
Operadores de cabo dos EUA rejeitam modelo à la carte
segunda-feira, 03 de maio de 2004 , 14h13 | POR REDAÇÃO

Os operadores de cabo dos EUA, reunidos esta semana na Cable 2004 (evento anual da NCTA que este ano acontece em New Orleans) estão enfrentando um problema complexo: a pressão da opinião pública e do Congresso norte-americano, em um ano eleitoral, para que o modelo de empacotamento das empresas seja mudado para algo como uma venda à la carte. Não é algo que esteja para se tornar lei, mas o movimento nesse sentido é forte. A opinião geral dos operadores que participaram dos debates no evento deste ano é de que tal mudança regulatória seria desastrosa para o equilíbrio econômico da indústria. ?Do ponto de vista do usuário, parece mais interessante, mas não é possível viabilizar economicamente esse modelo? diz Brian Roberts, CEO da Comcast. ?Em relação às pressões do congresso nesse sentido, é fácil de dar uma explicação. A origem do nosso negócio foi começar a cobrar por algo que as pessoas podiam receber de graça, e isso nos tornou impopulares. De lá para cá, agregamos muito valor ao produto, mas ainda é preciso mostrar isso à sociedade?.
?O que fazemos hoje é empacortar não só uma série de canais, mas serviços, todos juntos para o nosso cliente. Esse é o modelo de negócio?, disse Paul Allen, presidente da Charter Communications, que ancorou seu mega-iate no porto de New Orleans e participou da sessão de abertura da Cable 2004, nesta segunda, 3.

Competição

Stuart Varney, âncora do Fox News, que moderou a sessão de abertura, provocou os debatedores em relação à percepção ruim que Wall Street tem da indústria de TV a cabo nos EUA, constantemente a penalizando quando inovações tecnológicas são adotadas por empresas de telefonia. Richard Parsons, presidente da Time Warner, ressaltou que Wall Street em geral olha para questões tecnológicas apenas, esquecendo-se que as operadoras de cabo têm um relacionamento com o cliente, o que é muito mais relevante em sua opinião. "As pessoas vão continuar usando a tecnologia como usam hoje. O que importa é como nós nos relacionamos com elas. E isso é uma vantagem para o operador de TV a cabo"

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