ABTA 2005
03/08/2005, 19:52

Investimentos da Globo irão para novos conteúdos

POR REDAÇÃO

Jorge Nóbrega, diretor de gestão corporativa e mídias segmentadas das Organizações Globo, disse nesta quarta-feira, dia 3, na ABTA 2005, que a empresa não vai mais investir em distribuição nos termos em que historicamente investiu na Net e Sky. ?Por outro lado?, diz ele, ?terá de demandar novos investimentos para outros conteúdos que as novas formas de distribuição exijam?. Sobre a aceitação pela Globo de outra programação nacional que não a sua, ele diz: ?Todo conteúdo nacional deve ser distribuído à medida em que tenha qualidade, e interesse comercial. Eu não vejo a Globo impedindo a entrada de conteúdo que o cliente queira?, afirmou, e citou como exemplo a entrada do canal Terra Viva na Sky, anunciada terça-feira, dia 2, negociação que passou pelo Grupo Globo.
Nóbrega ressaltou que buscará sempre manter sua identificação com o público, já que a Globo se vê como um veículo que atende a uma exigência da própria sociedade, que é a de fornecer uma ?comunicação vertical? num meio de desigualdade. Neste aspecto, ele argumenta a importância que a TV aberta assumiu no Brasil, de ser a mais importante no mundo (talvez ao lado da mexicana).

Audiência

É neste contexto que Nóbrega argumenta sobre a grande penetração também nas classes mais abastadas da população, como na TV paga: ?A audiência da TV Globo é 25% maior no horário nobre no cabo?. De acordo com Jorge Nóbrega, as pessoas adquirem TV paga para terem a opção de escolha. "É uma característica que prevalece para nós", diz ele, sobre a TV paga que, em sua opinião, significa uma mídia complementar à própria TV aberta. ?A audiência da Globonews subiu com as CPIs, mas também aumentou a audiência do 'Jornal da Globo' entre este público?, assinalou Nóbrega. Ele diz que no cenário de convergência há paradoxos e dilemas a enfrentar. Entre os paradoxos, o fato de a News Corp ser sócia (na Sky) e ao mesmo tempo ser uma competidora no fornecimento de conteúdos, através de seus próprios canais. ?Também pode-se ter como sócia uma empresa de telefonia?, lembra. ?É uma administração de relações que se torna mais complexa?, afirma.

Modelo com teles

Jorge Nóbrega aformou que, apesar dos acordos já firmados com a Vivo e Claro para a distribuição de conteúdo móvel, ainda não há um modelo fechado para esse tipo de parceria. "São casos pontuais", diz.

Comentários

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

© 0-2017 Save Produções Editoriais. Todos os direitos reservados.
Top