Fórum Brasil de Televisão
04/06/2013, 20:25

Novo cenário demanda profissionalização da produção

POR FERNANDO LAUTERJUNG

O novo cenário da indústria de conteúdo para televisão – com o aumento no volume de obras produzidas, sobretudo pela demanda das cotas de programação brasileira na TV por assinatura – exige uma maior profissionalização na produção independente. Esta é uma das conclusões de debate que aconteceu no Fórum Brasil de Televisãonesta terça, 4. Segundo Jacqueline Cantore, da Global Civic Media, que vem trabalhando no programa de capacitação de roteiros desenvolvido pela Globosat em parceria com a Panorâmica, a nova regulamentação "propicia uma profissionalização do mercado". "Não adianta se ater ao mantra da falta de roteiro, é necessário um conjunto de roteiristas em cada projeto e um 'show runner'", disse. "Ele é alguém que acompanha o roteiro, mas tendo o orçamento e o mercado em mente". Para Jacqueline, não faltam roteiristas, mas profissionais mais capacitados. "Precisam melhor o texto e aprender a pensar mais a audiência", disse.

Para o produtor independente Paulo Boccato, da Glaz, além de pensar na audiência tradicional, os profissionais precisam aprender a lidar com a extensão da audiência em outras plataformas. "Há uma nova era. 'Mad Men' e 'Community' não são grandes cases de audiência, mas levam em conta a exploração em outras plataformas e mercados", exemplifica. "Precisamos explorar isso aqui".

Longo prazo

Para Hugo Janeba, CEO da Mixer, outro desafio para as produtoras no momento é conseguir dar uma vida longa a seus produtos. "Temos que buscar as segundas temporadas. Para isso, os cliente tem que estar satisfeito, o que depende do comercial, da audiência etc. Prazos, qualidade, audiência, grade, são todos temas que precisam entrar na nossa realidade, não apenas se ater ao orçamento", disse.

Formatos

Segundo Carla Affonso, da Zodiak, o Brasil já quer explorar os seus formatos, que estão sendo levados às feiras internacionais. No entanto, segundo ela, é difícil fazer uma venda oferecendo apenas um produto. "Não dá para chegar em um canal com um formato, é preciso um catálogo". Além disso, "para o formato dar certo, precisa ser pensado no mercado global já na sua concepção". 

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