ABTA 2005
04/08/2005, 18:34

Foco da TV digital deve ser o modelo, concordam Minicom e CPqD

POR REDAÇÃO

O debate sobre TV digital, realizado no último dia da ABTA 2005, mostrou ao menos um ponto de concordância entre os debatedores: a discussão sobre o assunto vai muito além da definição de um padrão tecnológico a ser adotado. Antes disso, é necessário encontrar soluções para a entrega de um conteúdo que possa atingir o maior número de espectadores, por um preço acessível. Participaram do encontro Augusto Gadelha, do Ministério das Comunicações, Ricardo Benetton, do CPqD, e Alexandre Annenberg, da ABTA.
?A questão não é aprimorar a tecnologia, mas sim buscar um modelo de negócios para a TV digital?, afirmou Annenberg. Segundo Augusto Gadelha, o grande desafio não é desenvolver uma tecnologia própria para o Brasil, mas sim adequar as já existentes as nossas necessidades.
Ricardo Benneton, do CPqD, lembrou ainda que a questão da inclusão digital está ligada à TV digital, mas lembrou que a primeira não depende da segunda. ?Inclusão digital não é apenas ter acesso à TV digital, mas ter a capacidade para o uso da tecnologia?.
Annenberg voltou a defender a adoção de um set-top único para TV paga e TV digital aberta, onde a seleção do produto possa ser feita por smart card. "É verdade que as próprias operadoras de cabo já estão adotando suas próprias soluções, mas ainda é tempo de pensar em uma solução conjunta".

Espectro

Perguntado sobre como ficará a alocação do espectro de freqüências na TV digital, Gadelha disse que a tendência (embora ainda não haja uma definição formal) é que as atuais concessionárias recebam um canal no novo espectro digital automaticamente, como foi feito na maior parte dos países que já adotou a DTV. Ele não explicitou, no entanto, se será apenas um canal digital ou uma faixa de freqüência de 6 MHz, como eles têm hoje no ambiente analógico.

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