Socorro à mídia
05/05/2004, 17:10

BNDES explica a senadores porque mídia vinha sendo excluída

POR REDAÇÃO

Durante a audiência pública que debateu o socorro às empresas de mídia com representantes da imprensa escrita, o presidente do BNDES, Carlos Lessa, procurou explicar as razões pelas quais ao longo de sua existência o banco nunca financiou empresas de mídia. Segundo ele, a maior dificuldade residia no fato destas empresas serem de propriedade de pessoas físicas. "A entrega da titularidade da empresa de comunicação a pessoas físicas fazia com que esses personagens se tornassem mais importantes que sua atuação corporativa. E isso poderia criar uma politização excessiva", explicou.
Outra dificuldade apontada por Lessa na definição do programa de apoio à mídia é o fato de o banco ter praticamente abolido o financiamento de capital de giro. Sobre o financiamento de dívidas, Lessa ressaltou que ele pode ocorrer, mas o banco certamente imporá condições bastante duras para que sejam aprovados. Como exemplo ele citou o caso do setor de energia elétrica, que causou prejuízos às empresas na época do apagão. "Nós aceitamos financiar suas dívidas, já que era um setor estratégico, mas impusemos condições bastante rígidas. Até hoje ninguém se candidatou", disse o presidente do banco.
Além disso, Carlos Lessa procurou enfatizar a importância de um setor de mídia forte para a efetiva democracia no País e lembrou da importância para a soberania nacional de que estas empresas pertençam apenas a brasileiros.
A opinião foi compartilhada pelo senador Roberto Saturnino Braga (PT/RJ), um dos autores do requerimento de audiência pública. O senador defende o financiamento do capital de giro justamente por se tratarem de empresas estratégicas. Já o senador Flávio Arns (PT/PR) apoiou a iniciativa de ajuda ao setor, mas disse que é preciso avaliar com cautela a iniciativa de se oferecer um tipo de financiamento que não é oferecido para nenhum outro setor (no caso, o capital de giro).

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