Socorro à mídia
05/05/2004, 17:09

BNDES vai ouvir senadores sobre financiamentos

POR REDAÇÃO

O presidente do BNDES, Carlos Lessa, afirmou nesta quarta, dia 5, que irá encaminhar à Comissão de Educação do Senado uma correspondência detalhando alguns princípios que deveriam constar do programa de ajuda do banco às empresas de mídia brasileiras, para que os membros da comissão analisem e votem contra ou a favor da proposta. Lessa, que participou da segunda audiência pública realizada pela Comissão de Educação para debater o programa de socorro do BNDES à mídia, foi menos enfático que Darc Costa, vice-presidente do banco, quando também participou de audiência pública na mesma comissão. Na ocasião Darc afirmou que uma das linhas previa o financiamento das dívidas das empresas. Hoje Lessa afirmou que isto ainda não é fato consumado e é uma das questões em que o banco gostaria da opinião dos senadores. O presidente do banco fez questão de ressaltar que o debate público sobre o tema foi recomendação do presidente Lula. "Quando recebi os representantes das três associações, Abert, ANJ e ANER, que pediam abertura de linhas de financiamento para o setor, imediatamente encaminhei o assunto ao Planalto, que determinou que se iniciasse um grande debate público sobre o tema". Mas ao final da sessão, o senador Osmar Dias (PDT/PR) discordou de Lessa e lembrou que a iniciativa de convocar as audiências públicas foi exclusiva dos senadores.
Sobre a polêmica de se financiar a dívida das empresas de comunicação, a senadora Ideli Salvatti (PT/SC) parece ter levado um recado do governo ao afirmar que "não tenho prurido ideológico de abrir a discussão do refinanciamento, se for uma questão de sobrevivência do setor".
Durante sua apresentação aos senadores, Carlos Lessa procurou ressaltar a importância de se abrir uma linha de financiamento para a compra de papel de imprensa. "O Brasil importa dois terços do papel de imprensa. É uma questão estratégica fazer crescer a fabricação de papel aqui", explicou o economista. No entanto, Lessa afirmou que essas idéias fazem parte do seu "programa do coração" e que não refletem a posição oficial do banco.
Também participaram da audiência Paulo Marinho, vice-presidente do Jornal do Brasil; Mino Carta, diretor de redação da revista Carta Capital; Paulo Tonet Camargo, diretor jurídico da ANJ e; Celso Schröder, coordenador-geral do Fórum pela Democratização da Comunicação.

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