Fórum Brasil de Televisão
05/06/2013, 21:00

Canais e produtoras cruzam as gafes, erros e remendos

POR EDIANEZ PARENTE (COLABORAÇÃO)

O workshop “Gafes e Remendos – o que aprendemos nesse primeiro ano de regulamentação”, na manhã do segundo dia do Fórum Brasil de TV, foi uma franca troca de experiências das programadoras com o segmento de produção, num ambiente em que ambos estão se conhecendo melhor. Como foi colocado, trata-se de um “casamento onde, como em todos os outros, dinheiro é um problema”, para logo alguém completar que “também é um casamento marcado pela poligamia, já que nada impede que haja vários parceiros”. O que vale é a sinceridade.

Segundo Ana Claudia Paixão, da Turner, uma das maiores gafes é receber de uma produtora um projeto originalmente concebido para outra programadora, “sem nem revisão do texto, que trazia o nome de outro canal”. Roberto Martha, da Viacom, lembrou como a nova regulamentação do setor fez mudar a relação entre canais e produtoras, que se antes era restrita a um grupo menor, configurando uma relação mais “taylor-made”, agora necessariamente tem de contemplar mais players, de diversos tamanhos e estruturas. Para ele, a pior gafe quem comete é o produtor que não pensa no objeto-fim desta relação, que é o público assinante que vai assistir à atração: “É ruim o produtor que só tem a cabeça de ser um mero prestador de serviço; a gente não quer isso, buscamos um parceiro para geração e conteúdo”.

Elisa Chalfon, dos canais Fox, lembrou que o produtor precisa primeiramente saber para quem está oferecendo o produto: “Recebi projeto de programação infantojuvenil, sendo que não temos um canal deste gênero”. Livia Miceli, do A&E/History/Bio, detectou falhas de procedimentos básicos em produções, como falta de autorização de cessão de imagens por entrevistados. Caio Fochetto, também do A&E/History/Bio, citou outro exemplo de erro primário: um produtor que foi para uma tomada factual sem ter ao menos um roteiro.

Enfim, as programadoras esperam da produção um maior cuidado em procedimentos básicos. E também, que sejam transparentes quando oferecerem um mesmo projeto para mais de uma empresa. “É elegante dizer quem está no projeto. Não nos ofendemos em ter um projeto em vários canais. Mas não topamos leilão”, resumiu Roberto Martha, da Viacom.

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