Fórum Brasil de TV
06/06/2012, 00:03

Viacom quer novos formatos para sua programação

POR LIZANDRA DE ALMEIDA

Com canais como Nickelodeon, VH1 e Comedy Central, a Viacom vem ampliando a participação da produção independente em sua grade. Há alguns anos, a rede já é copatrocinadora de conteúdos e com a nova lei 12.485 pretende ampliar ainda mais essa participação.

Para o canal VH1, que tem como coluna vertebral a música, a rede quer programas como reality shows, programas de entrevista e novos formatos, que relacionem música a temas da cultura pop como comportamento, moda, entretenimento e gastronomia. “Já fizemos coproduções de documentários e filmes nos últimos anos, agora queremos outro tipo de programas. Sabendo que os shows musicais podem contar nas cotas da nova lei, isso também nos interessa”, afirmou Roberto Martha, diretor de produção da Viacom, durante o Fórum Brasil de TV.

O novo canal Comedy Central, focado no humor, estreou em março já com programação brasileira, que inclui um show de stand-up com comediantes nacionais, entre outros. Nesse caso, a rede procura séries, animações para o público adulto e programas de entrevistas e viagens. “Mas não queremos sitcom nem filmes”, explicou o diretor.

Segundo ele, o canal utiliza vários modelos de negócios, especialmente com o uso do artigo 39. “Gostamos que o parceiro traga parte dos recursos e somos muito flexíveis em termos de janelas, prazo, fontes de financiamento”, acrescentou.

Em relação ao uso de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, Martha afirmou que a rede já teve experiências com ele, por exemplo no projeto “Julie e os Fantasmas”, coprodução com a Mixer e a Bandeirantes, mas que tudo depende do tamanho do projeto. “Em alguns casos, o investimento mínimo do canal não compensa.”

Para dar vazão à grande quantidade de projetos recebidos, a Viacom aumentou sua equipe de análise e está organizando melhor sua relação com a produção independente. “A partir do ano que vem, teremos um caminho mais formal para o envio de projetos. Não acreditamos no pitching, porque em TV é tudo muito rápido”, afirmou.

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