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ABTA 2003
ABTA lança selo antipirataria
terça-feira, 07 de outubro de 2003 , 18h03 | POR REDAÇÃO

A ABTA criou um selo holográfico que será aplicado em todos os produtos relacionados ao mercado de TV por assinatura, como set-tops, IRDs etc. A medida é um dos passos da campanha de combate à pirataria na TV por assinatura lançada pela associação. Também serão divulgados panfletos e banners com o slogan "Pirataria: essa marca não cola", em alusão ao adesivo, além de filmes veiculados nos canais pagos. A ABTA também elabora um boletim informativo destinado aos operadores no qual divulgará permanentemente os números relativos à pirataria, informou o coordenador da comissão da associação que cuida do assunto, Adir Matos, durante apresentação no congresso ABTA 2003 netsa terça, 7.

"Caça-gatos"

Ricardo Soares, gerente de redes da Horizon apresentou durante os seminário as ações da operação "Caça-gatos" que a operadora faz em suas praças. Através de um programa denominado "Onda de choque", a MSO faz várias ações simultâneas, que vão de vistorias na rede à conscientização da comunidade. Segundo Soares, do total de piratas abordados, apenas 9% convertem-se em assinantes pagos. 25% acabam reincidindo no crime e 66% desligam-se da rede definitivamente. Ele apontou que nas auditorias realizadas na rede, a operadora encontra aproximadamente 10,8% de assinantes com pacotes divergentes (pacote mais avançado que o que ele assina) e 2,1% de "gatos". "Antes destas ações estes números eram de 21% e 6%, respectivamente", conta Soares.

Digital

Completando o painel, Antonio Carlos Marteletto, da Tele Design, abordou a questão da pirataria na TV por assinatura digital. Segundo ele, em 1999 a indústria da pirataria representava nos EUA uma "operação" equivalente à operaçao da Time Warner, segunda maior do país, com 11 milhões de "assinantes". Com a digitalização, explica, a facilidade de roubar os sinais praticamente acabou, e dos 20 milhões de cabos digitais existentes ainda não se registrou nenhum caso de pirataria. "Mas é uma questão de tempo", analisa Marteletto. "Quando a escala for larga o suficiente, começará a valer a pena para os piratas quebrarem os códigos das caixas", completou.

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