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ABTA 2003
Para operadores, crescimento não virá só com recursos do Fust
terça-feira, 07 de outubro de 2003 , 14h12 | POR REDAÇÃO

Durante a abertura do Congresso da ABTA 2003, realizado nesta terça, dia 7, o assessor especial do Ministério das Comunicações, Márcio Wohlers, assegurou ao setor de TV por assinatura que será aberta às operadoras a possibilidade de uso dos recursos do Fundo de Universalização de Telecomunicações (Fust), hoje estimados em US$ 700 milhões, segundo a Anatel. A possibilidade, disse Wohlers, está vinculada a um novo serviço público que utilizará recursos do Fust. Para participarem dos programas vinculados ao Fust, as operadoras precisam também ser concessionárias desse novo serviço, que será destinado à universalização de redes digitais. Para Márcio Wohlers, as empresas de TV paga, com sua capilaridade e capacidade de oferecimento de acesso em banda larga, terão grande vantagem competitiva para participar das licitações.
Para Leila Loria, presidente da TVA e da ABTA, esta oportunidade será importante, mas não deve resolver os problemas da indústria. A executiva lembra que durante anos, o setor teve dificuldade em entrar no mercado de acesso à Internet em banda larga porque a Anatel, em sua regulamentação, determinou que o serviço só poderia ser oferecido como valor adicionado, ou seja, para assinantes de TV paga. Isto fez com que os operadores de telefonia fixa, naturalmente favorecidos pelos anos de monopólio, tomassem a dianteira neste segmento do mercado de telecomunicações.
Francisco Valim, presidente da Net Serviços, lembrou que todas as iniciativas que ajudem a rentabilizar investimentos já feitos são importantes, mas que não se pode perder o foco. O importante, diz valim, é que a TV por assinatura faça aquilo a que ela se propõe, ou seja, prestar multisserviços.
Para Rômulo Pontual, VP de plataformas de TV da News, as empresas ainda estão deficitárias e que, portanto, a imposição de qualquer taxação adicional é prejudicial ao crescimento do setor. "Não se deve tirar sangue de um bebê para resolver o problema de abastecimento de um banco de sangue", disse, referindo-se, metaforicamente, ao momento inapropriado para taxações como o Fust ou qualquer outra. "É preciso deixar a criança crescer antes". Paulo Cezar Martins, CEO da Viacabo, disse que, de sua parte, até se disporia a pagar o dobro de contribuição para o Fust se houvesse a certeza de que antes outras prioridades da indústria, como o problema dos postes, do modelo de programação de programação etc fossem resolvidos.

TV digital

Márcio Wohlers aproveitou sua passagem pelo Congresso da ABTA para dizer que o Minicom acompanha com grande atenção o estudo de nova modelagem para o setor, principalmente no que se refere à possibilidade de compartilhamento das redes de TV digital com a criação de um set-top box único. Esta solução provavelmente baratearia os custos do decodificador, o que refletiria num preço menor para o público. Wohlers anunciou que a ABTA e outras entidades serão chamadas pelo Minicom para debater e analisar estas possibilidades de sinergia.

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