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Clube dos 13: PPV é sucesso, mas pirataria em bares preocupa
quarta-feira, 08 de outubro de 2003 , 17h31 | POR REDAÇÃO

Mauro Holzman, diretor de marketing do Clube dos 13, declarou nesta quarta, 8, durante o Congresso ABTA 2003, que os clubes estão preocupados com o problema da pirataria em bares e locais públicos. Segundo Holzman, é grande a quantidade de estabelecimentos que usam o sinal dos jogos vendidos com exclusividade no pay-per-view para promover exibições públicas, muitas vezes cobrando por essas exibições. Ele disse que a vontade dos clubes é resolver o problema com uma espécie de pay-per-view para pessoas jurídicas. Ou seja, bares e estabelecimentos comerciais que adquiram os jogos exclusivos teriam que pagar um valor mais alto em troca do direito de explorar os eventos comercialmente. "É um modelo que existe nos EUA e funciona", diz. O problema, segundo alguns analistas, é a fiscalização, já que no Brasil a execução de espetáculos e obras audiovisuais transmitidas por TV ou rádio em locais públicos nunca foi reprimida.

Aposta

Mauro Holzman destacou ainda a grande importância da TV por assinatura para os clubes de futebol. Segundo o executivo, as possibilidades de aumento de receita dos clubes com a TV aberta são remotas, já que o mercado publicitário está em retração e os custos dos direitos enfrentam um processo de redução em todo o mundo. Nos estádios, disse Holzman, o problema ainda é a falta de infra-estrutura e renda que permitam a venda de produtos licenciados e ingressos mais caros. A alternativa passa a ser a televisão.
"Até o ano passado, a TV aberta tinha mais de 300 jogos. Esse ano caiu para cerca de cem e no ano que vem esse número deve cair ainda mais. Além disso, a TV aberta terá apenas dois dias de transmissão, e não mais três como é hoje", disse Holzman, ressaltando contudo que não existe nenhuma hipótese, no Brasil, de a programação de futebol deixar de fazer parte das grades das redes abertas.
Ele deu números referentes ao sucesso do pay-per-view em 2003. Segundo o diretor do Clube dos 13, em 2002 o Campeonato Brasileiro durou quatro meses, vendeu 220 mil pacotes a R$ 140 em média. Este ano, o campeonato ainda não terminou (deve durar oito meses) e já vendeu 250 mil pacotes de pay-per-view pelo dobro do preço de 2002.

Pontos corridos

Segundo Mauro Holzman, não há intenção concreta de se promover mudanças na formatação do Campeonato Brasileiro no ano que vem. Segundo matérias divulgadas na imprensa recentemente, a TV Globo estaria pressionando para que fossem feitas mudanças porque o formato de pontos corridos teria provocado desinteresse nos telespectadores. "Este movimento para mudança está mais nos jornais do que na realidade de fato. A CBF já divulgou que o campeonato continuará igual no ano que vem", explicou Holzman, que disse ainda que, do ponto de vista de marketing, a mudança seria muito negativa. Na sua opinião, a mudança na mentalidade do telespectador só se dará com a perenidade da mudança. "O público vai precisar enxergar que com estas novas regras o interesse dele em assistir aos jogos não precisa se dar em função do campeão e sim para ver se seu time poderá se classificar para outros campeonatos como a Libertadores", justificou o diretor do Clube dos 13.

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