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ABTA 2003
Para NeoTV, must carry é próximo desafio
quarta-feira, 08 de outubro de 2003 , 18h44 | POR REDAÇÃO

Vencido o "tabu" dos contratos em dólar, o próximo desafio na relação entre programadores e operadores é mexer no must carry de canais, ou seja, na amarração de canais que algumas programadoras impõem aos operadores na comercialização de canais premium, disse Neusa Risette, diretora da NeoTV, durante seminário do Congresso ABTA 2003 nesta quarta, 8.
Segundo ela, estas amarras inviabilizam novas formas de empacotamento. "Os operadores querem montar line ups diferenciados, criativos, e eu acabo não deixando, porque os contratos não permitem. Sinto-me uma 'carrasca' do crescimento", afirmou Neusa.
A opinião de que o must carry é um obstáculo ao crescimento foi compartilhada, durante o seminário, por Ricardo Rihan, diretor da Net Brasil, e Abel Puig, diretor geral dos canais Fox do Brasil.

Assunto interno

O tom agressivo contra a prática de must carry só se alterou quando, da platéia, o coordenador da área de mídia da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mario Gordilho, perguntou por que não havia, se a questão é tão grave, qualquer representação das empresas junto ao governo para resolver a questão, a exemplo do que acontece com a exclusividade de programação. Os representantes da indústria afirmaram que a questão será debatida internamente no setor, e que não houve tempo ainda para abordá-la.

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