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ABTA 2003
Publicidade ainda vê crescimento no público A/B
quarta-feira, 08 de outubro de 2003 , 19h45 | POR REDAÇÃO

No seminário sobre publicidade realizado na tarde deta quarta, 8, na ABTA 2003, com o título "Canais por Assinatura – A Mídia Eficiente e Barata", veio mais uma vez à tona a questão da nacionalização da programação. Para Rafael Davini Neto, diretor de vendas de publicidade da Turner no Brasil, nem anunciantes nem agências se preocupam com o país de origem do conteúdo, desde que ele tenha qualidade e atinja o seu público-alvo, bastante qualificado. Daniel Barbará, diretor comercial da DPZ, disse também que o país de origem não interfere na hora do planejamento de mídia. Frederico Müller, diretor comercial da Globosat, contou que a repercussão das atrações nacionais dos canais Globosat – fora os óbvios eventos esportivos – junto ao mercado anunciante é grande, haja visto os sucessos comerciais e também de audiência de programas de linha dos canais da programadora.
Davini, da Turner, destacou a eficiência dos canais pagos quando o anunciante quer atingir a classe A/B. Para ele, através de formatos diferenciados e de esforços conjuntos das áreas de programação e ad sales, os canais (caso do Cartoon, por exemplo) atingem até anunciantes que nunca tinham veiculado em TV. "O custo absoluto de anunciar em TV paga não é alto". Davini relatou alguns dados de uma pesquisa feita junto a profissionais de mídia e anunciantes sobre o que acham da TV paga. De acordo com o levantamento, entre os profissionais que não costumam anunciar em TV paga, uma das alegações é a de que há uma grande quantidade de canais, sendo impossível atingir públicos específicos. "É aí que vemos uma oportunidade de crescer", afirma.
Daniel Bárbara aproveitou para mostrar todo o arsenal de pesquisas de mercado de que o setor dipõe. Barbará mostrou como sua agência desenvolveu internamente um sistema para lidar com todos os dados de que dispõe. Ele vê como crescente a participação da TV paga no share da televisão como um todo.
Fred Müller relativizou o conceito de "barata" para a TV por assinatura no quesito espaço de publicidade: "O seu preço não é barato, é competitivo", arrematou.

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