Convergência
10/03/2014, 15:55

Player de mídia da BBC acumula 10 bilhões de visualizações

POR ANDRÉ MERMELSTEIN

A BBC mantém um departamento, chamado de BBC Future Media, apenas para explorar as diversas novas possibilidades que surgem para espalhar seu conteúdo. Isso inclui hoje a presença em sites, apps, a gestão do iPlayer e do Red Button. O iPlayer é a ferramenta pela qual a BBC oferece, apenas dentro do Reino Unido, conteúdos ao vivo e on-demand de todos os seus canais, e o Red Button é uma ferramenta ligada à TV digital terrestre, que oferece conteúdos adicionais aos programas exibidos.

A ideia, explica o diretor da área, Ralph Rivera, que conversou com este noticiário, não é apenas exibir o conteúdo de TV e rádio, mas também pesquisar novas formas de interação e engajamento. O ponto de virada, diz, foram as Olimpíadas de Londres, em 2012, quando aconteceram os picos de acesso a conteúdos digitais, na web e no mobile. “Agora queremos ir da distribuição para a criação destes conteúdos”, diz.

Os números chamam a atenção, mesmo quando falamos do mercado britânico, um dos mais conectados do mundo. O último torneio de tênis de Wimbledon teve 27 milhões de browsers conectados, para conteúdos ao vivo e on-demand. A transmissão do festival de Glastonbury do ano passado já teve 42% de seus acessos em dispositivos móveis. E o encerramento dos Jogos de Inverno de Sochi, este mês, tiveram 3,4 milhões de acessos móveis, superando os Jogos de Londres.

A chave de tudo é o iPlayer, a ferramenta da BBC que permite consumir vídeos ao vivo e on-demand, por streaming ou download, em qualidade alta ou baixa e que está disponível em mais de mil devices.

Segundo Rivera, o iPlayer e a marca mais conhecida no Reino Unido (não apenas em serviços digitais, mas em geral, mesmo comparada a produtos de varejo ou carros). “Lançamos há seis anos, no Natal de 2007, para apenas um dispositivo, o PC, e já tivemos de cara 92 mil pedidos de conteúdo. Em janeiro de 2014 chegamos a 10 milhões de pedidos por dia, em mil dispositivos, e já acumulamos 10 bilhões de pedidos”, alegra-se o executivo.

Ele frisa que o tablet se transformou na “TV do quarto” dos usuários. 40% do consumo de vídeos já é em dispositivos móveis. “No caso de programas de culinária a porcentagem é maior, porque as pessoas levam o tablet para a cozinha”. As smartTVs respondem por 12% do consumo. O público principal do iPlayer, conta, tem de 35 a 54 anos, e em 42% dos casos não sabe o que quer assistir antes de ligar o dispositivo.

Para o futuro próximo as novidades são um “catch-up” (recuperação de programas perdidos) de até 30 dias depois da exibição, e miniepisódios exclusivos. Já fizeram com séries como “Dr. Who” e “Sherlock”, com mais de 2 milhões de views.

Também se pensam em canais mais personalizados, com interatividade e recursos multicâmera. Um dos desafios é montar um sistema forte de indicações de conteúdo, baseado em três vetores: editorial (curadoria), recomendação (o que seus amigos e pessoas parecidas com você assistem) e algoritmo (que conteúdos são similares aos que você assistiu).

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