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Fusão entre DirecTV e Sky já não é tão certa como antes
quinta-feira, 10 de outubro de 2002 , 18h59 | POR SAMUEL POSSEBON

O fato de a Echostar não ter conseguido comprar a DirecTV, conforme determinação da FCC nesta quinta, dia 10, abre o caminho que Rupert Murdoch precisava para retomar seus planos de uma fusão entre a Sky e a DirecTV. Aposta-se que, se a General Motors continuar interessada em vender a operadora, só teria a News como compradora. Essa é a análise óbvia.
Mas a análise não é tão simples e se complica ainda mais quando é olhada a situação da América Latina. Primeiro, os valores dos ativos e a situação de crédito em todo o mundo mudaram muito desde que a Echostar fez a proposta vencedora pela DirecTV, tirando Murdoch da disputa. Depois, porque a própria Echostar se fortaleceu após o período em que aguardava para ver a fusão aprovada, o que pode ter diminuído o interesse da News.
Na América Latina, a News Corp. provavelmente esperará para ver com que disposição a GM investe nas operações locais. Conforme for, apostam analistas, seria melhor continuar competindo por mais um tempo e ver quem ganha o controle do mercado.
Com relação aos sócios locais da DirecTV e da Sky na América Latina, a situação também muda. Como se sabe, a News Corp. chegou a fechar com Globo e Televisa as linhas gerais de como seria a participação destes acionistas na iminência de uma fusão. Não se sabe se esses termos serão mantidos caso a News retome as negociações com a DirecTV. Segundo analistas, alguns pontos devem ser preservados (por exemplo, garantia de distribuição do conteúdo Globo), mas não todos. Vale lembrar que desde então a Sky suspendeu suas operações na Argentina, a situação econômica da região se deteriorou e a Globo teve sua participação reduzida na operação brasileira.

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