NCTA Cable 2006
11/04/2006, 15:59

Novas visões sobre velhos problemas

POR SAMUEL POSSEBON, DE ATLANTA

No último dia da NCTA Cable 2006, alguns temas que já foram tratados nos outros dias do evento receberam novas perspectivas por parte dos participantes das diferentes palestras e sessões. Confira as principais conclusões:

– Entrada das teles no mercado de TV a cabo: "Por um lado, será importante ter nesse mercado pessoas acostumadas a competir. Isso deve dar um novo ânimo à indústria de TV a cabo, como foi a entrada do satélite há 10 anos", diz Michael Willner, da Insight. Já para Tony Vinciquerra, CEO da Fox Networks, para os programadores pode não ser necessariamente uma vantagem. "Pode ser um jogo de soma zero. O mercado está muito ocupado e eles vão disputar quem já é assinante".

– Sobre os impactos do DVR e das novas formas de distribuir tecnologia: "Acho que as empresas de TV a cabo estão bem posicionadas para isso. Elas têm as redes de banda larga e elas já sabem como distribuir os conteúdos para os clientes. Para nós produtores de conteúdo, a interatividade e as novas formas de distribuir são a chance de dar mais conteúdo, de maneiras diferentes, para mais pessoas", diz David Zaslav, CEO da NBC. Para Mark Cuban, presidente da HDNet, "distribuir conteúdos pela Internet é uma forma de as programadoras ganharem a audiência das pessoas enquanto elas estão no trabalho". Para Tom Rutledge, COO da Cablevision, "a Internet não foi feita para distribuir bem os conteúdos de vídeo. Talvez o melhor caminho seja aproveitar as próprias redes de TV a cabo".
Glenn Britt, da Time Warner, alerta para um problema: "Hoje, a maior parte do conteúdo não se viabiliza com publicidade se não for dentro de uma grade, de um canal. Se você muda esse modelo, boa parte do conteúdo não vai se viabilizar. É preciso ver se haverá diversidade suficiente".

– Sobre o impacto das novas tecnologias de distribuição para o mercado publicitário: "A boa notícia é que os anunciantes estão conosco nessa busca por entender as novas tecnologias. Eles também não sabem como explorar direito. Mas o pior seria se eles não tivessem nenhum interesse, e eles têm", diz Zaslav, da NBC. "Acho que os comerciais precisarão melhorar para disputar a audiência. O caminho para a publicidade é criar formas de fazer com que a pessoa queira assistir à publicidade em qualquer meio", diz Cuban, da HDNet.

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