Política audiovisual
11/06/2003, 21:45

Senna volta a defender TV e cinema sob a mesma agência

POR REDAÇÃO

O secretário do audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, fez nesta quarta, dia 11, uma forte defesa da ampliação do espectro de abrangência da Ancine. Para ele, a agência precisa voltar a cobrir todo o audiovisual e tornar-se uma Ancinav, "como previa seu projeto incial". A colocação de Senna é relevante em um momento em que o MinC briga para trazer para suas asas a agência de cinema. Há quem considere que abrir uma frente de conflito com as TVs (que não querem ficar sob a responsabilidade da agência) enfraqueça a agência de cinema. Mas há quem considere que apenas assim a Casa Civil se convencerá da importância de manter a Ancine como uma agência independente.
Orlando Senna falou durante a audiência pública realizada na Comissão de Educação do Senado, que discutiu o projeto 88/2003 do senador Saturnino Braga (PT/RJ), que estabelece obrigação às emissoras de TV de investirem 2% de sua receita na co-produção independente e aquisição de obras cinematográficas nacionais.
Senna lembrou que a integração entre cinema e TV é fundamental para proteger a TV brasileira de um provável processo de concentração da mídia como o que tende a acontecer nos EUA com a recente flexibilização das regras de propriedade cruzada daquele país. "No mundo todo, o audiovisual é tratado de forma única. Apenas no Brasil trata-se cinema e TV de forma separada".
Orlando Senna colocou que, independentemente do projeto do senador Saturnino, o MinC trabalha para conseguir das emissoras de TV compromissos de cessão de espaço gratuito para a divulgação e exibição de filmes nacionais.

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