TV pública
11/10/2007, 18:26

Grade da TV Brasil passará por consultas à sociedade

POR SAMUEL POSSEBON

Orlando Senna futuro diretor geral da TV Brasil (TV pública criada a partir da edição da MP 398/2007, editada nesta quinta, 11), diz que a grade e a linha de programação da emissora serão previamente discutidas com a sociedade, em consultas, cujos mecanismos ainda não estão definidos. Mas Senna esclarece que serão mecanismos de consulta informais, por carta, email, telefone e Internet. Vale lembrar que o conselho curador da TV Brasil deverá aprovar a programação. No primeiro momento, esclarece Tereza Cruvinel, futura presidente da emissora, o conteúdo será a combinação da programação das redes da Radiobrás e TVE. "Mas queremos uma programação horizontal, como se faz na maior parte do mundo, menos concentrada e sim baseado em uma teia de produtores", diz a futura presidente da TV Brasil.
O objetivo inicial da diretoria da TV Brasil é ter diariamente quatro horas de conteúdo regional e quatro horas de produção independente. No futuro, o objetivo é que programações desse tipo ocupem 80% da grade. "A TV comercial tem um papel fundamental na integração nacional, e isso é positivo. No entanto, esse modelo acabou asfixiando as vozes regionais, e é isso que a TV Brasil vai resgatar. Estamos dando um passo adiante, sem demérito do que fazem as redes comerciais", disse o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Franklin Martins.

Conselho de administração

A surpresa da MP foi a instituição de mais um nível administrativo na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o conselho de administração, que não era citado pelo governo. Trata-se de um conselho cujos integrantes são indicados todos pelos ministérios. Franklin Martins explica que esse conselho existe por exigência da Lei das Sociedades Anônimas, e que ele cuida dos interesses dos acionistas, ou seja, a administração da companhia. Interessante notar que a EBC prevê a entrada de acionistas minoritários, e até mesmo a abertura de capital, no futuro, desde que a União permaneça como controladora.

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